ESTÁ SENDO TRABALHADA
Escravidão E Racismo...!!!
Capitulo I
01- A Escravidão E O Racismo
São Diferentes Na Relação
Escravidão É Sócio Econômica
E O Racismo "Hierarquização"*.
02- Mas Dissocialisar A Violência
Do Que Chamamos Hierarquia
É Tapar O Sol Com A Peneira
Debochar Fazer Ironias
03- Não Nos Parece Que Escravizar
É Também Da Hierarquização
O Grau De Uma Raça Sobre Outra
Levando-a A Escravidão...?
04- E Que Também Nasce O Racismo
Em Uma Social Economia
Não Foi Assim Com Negros Pobres
Quanto Com A Riqueza Judia???
05- Que Seja Da Mesma Raça
Ou Por Família, Ou Por Lugar
Logo Uma Se Diferencia Da Outra
Desde O Modo De Falar
06- Nasce Cresce E Domina
Qual Preconceito Social
Igual De Cima Para Baixo
De Baixo Para Cima Igual:
07- "O Judeu Por Explorador
Com Minha Filha Não Vai Casar
O Negro Por Não Ter Nada
Um Lar Pra Ela Não Vai Dar"
08- Pouco Vale A Ascensão
De Um Povo Rico E Fausto
Do Contrário O Povo Judeu
Não Sofreriam O Holocausto
09- O Racismo E A Escravidão
Se Confundem Na Consciência
Ambos Somam Preconceito
E Ganancia Através Violência
10- Ninguém Aceita De Bom Grado
Apenas Água, Pão E Agasalho
Para Ser Reduzido Na Raça
Ou Escravizado Pro Trabalho*
* A História Conta Que, Pessoas
Muitas Vezes Aceitavam
A Escravidão, Em Troca Apenas
De Ter O Que Comer, Beber E
Uma Lugar Para Dormir.
Mas Não Faziam De Bom Grado
Nem Por Opção. Faziam Como
Única Saída Para Não Morrer
De Frio E Fome.
11- Na Classe Então Se Misturam
Quando São Sobras Nas Margens
Pobre Branco E Negro Pobre
São Os Mesmos Na Contagem
12- Porém, Se Nobres Se Transpassam
Nos Centros Das Capitais
Rico Branco E Negro Rico
Confundem-se Nos Comensais
Capitulo II
01- Há Um Racismo Cultural
Que Nasce Através Dos Tempos
Contra Índios, Contra Negros
Expresso A Todo Momento
02- Perdem Em Credibilidade
Não Há Uma Aposta Humana:
"Este Nunca Vai Dar Nada
Nasceu Pra Sorte Tirana".
03- Mas Se Então Surgir Um Rico
Mesmo Reduzido Na Raça
O Redutor Quer Reunir-se
E Junto A Ele Rir Às Graças
04- É O Preconceito Eclipsado
Pela Ascendência Social
Se For Pobre É Um Defeito
Se For Rico É Um Igual
Capítulo III
01- Mas Há Outro Racísmo Odioso;
Que É Deliberado E Assassino
E Vê Uma Raça Como Estorvo
Para A Outra Seguir Seu Destino
02- Semeia O Ódio Humilha Cerca
Reduz, Persegue, E Tortura
Mata Em Massa, E Extermina,
E Em Regozijo Trocam Ternuras
03- E Não Há Honra E Nem Dinheiro
Que Salvem A Vítima Deste Legado
Se Há Honras, Lhe É Tomada
Se Há Dinheiro Lhe É Roubado
04- Se Pele É Boa / É Muito Escura
Se Pelo É Firme / É Desgrenhado
Se Faz Coletas / É Vagabundo
Se Modo É Calmo / É Relaxado
05- Se Os Dentes São Quais Pérolas
É Preciso Ser Quebrados
SE Os Olhos São Brilhantes
É Preciso Ser Vazados
06- Se A Vós Tem Ressonância
É Preciso Ser Calada
E Se A Cabeça Raciocina
É Preciso Ser Arrancada
07- Se Há Vida Não Vale Nada
Se Há História É Apagada
Chamam Limpeza Social,
Mais Uma Raça Exterminada
08- Não Se Distigue Extermónio:
Índios, Judeus, Negros, Siganos
Todos São Extermínio
Frio, Cruel, E Desumano.
09- Cada Raça Tem Por Herança
Certas Ciências Por Riqueza
Ou Cultural, Ou Material
Que Lhe Dão Identidade E Grandeza
10- Mas Negar As Qualidades
De Outra Cultura E Suas Ciências...???
E Leva-la Ao Extreminio
Por Não Admiti-la Na Conciência...???
11- É O Que Se Tem De Mais Tosco
De Mais Vil, De Mais Tacanho
Este Sim, Ha Que Se Concordar:
Seu Cérebro Precisa Um Banho
12- Crescer É O Sentido Da vida
É Da Condição Humana
Buscar Prazer Para Viver
Transcendendo A "Condição Mundana"
13- A Cultura Em Todos Os Povos
É Um Exemplo Universal
A Troca De Conhecimento
A Contribuição Social
14- Mas Então Se Achar Superior...???
E Querer Outra Raça Extinguir...???
Negar Todos Os Seus Legados...???
Sem Em Seu Lugar Se Sentir...???
15- É Qual Uma Doença Mortal
Que Nasce De Ideias Insanas
Ação Macabra E Mundana
É O Mal Banalizando O Mal
A República
Capitulo I
01- No Rio Grande Pré Farrapos
Negros Escravos, Ou Alforriados
Ou Que Haviam Nascidos Livres
Socialmente Eram Barrados
02- Mesmo Que Fossem Letrados
Preparados Pra Altos Oficios
Não Encontrariam Lugares
Era Cultura Este Malefício
03- E Os Brancos Tinham Seus Postos
De Cima Para Baixo Demarcados
Era Oficiais Superiores
Estancieiros De Campo E Gado
04- Capatazes, Comerciantes
Professores, Funcionários
Cacheiros, E Guardas Livros
Suboficial E Operários
05- Soldados, Peões, Artistas
E Na Cruz, Presos A Os Cravos
Na Base Vital: Os Negro
Na Condição De Escravos*
* Republica Rio-Grandense -
Moacir Flores - Editora - Página 92
03- E Os Brancos Tinham Seus Postos
De Cima Para Baixo Demarcados
Era Oficiais Superiores
Estancieiros De Campo E Gado
04- Capatazes, Comerciantes
Professores, Funcionários
Cacheiros, E Guardas Livros
Suboficial E Operários
05- Soldados, Peões, Artistas
E Na Cruz, Presos A Os Cravos
Na Base Vital: Os Negro
Na Condição De Escravos*
* Republica Rio-Grandense -
Moacir Flores - Editora - Página 92
Capitulo II
01- Na República Rio-Grandense
Pelo Que Se Sabe, Em Vez Disto
Haviam Negros Deputados
Oficiais, Secretários, Ministros...!*
* Tupinambá Mascimento -
A Republica rio-grandense e
Os Negros - Edigal -- Pginas 32 e 33.
02- Chefe De Guardas, Escrivões
Pedreiros E Construtores
Sargentos, Tenentes, Capitões
Em Uma Ascensão De Valores
03- Na Base Humana Da República
Negros Livres, Escravizados
Índios Brancos E Mestiços
Ninguém Se Sentia Inferiorizado
04- O Que É Uma Contradição
Quando Se Trata De Escravos
Mas Se A Liberdade Acena
O Mundo Cheira A Rosa E Cravos
Capitulo III
Capitulo III
01- Do Modelo Escravocrata
Centenário Em Sua Essência
Para Então Libertar-se Dele
Teria Que Haver Ciência
02- Embora A Constituição Farrapa
Não Constasse A Abolição
Havia Anseios Por Ela
Defesa E Representação
03- A Abolição Foi Apresentada
Em Forma De Resolução*
Em Um Artigo Primoroso
Para Dignificar A Constituição
04- Justo Por Um Deputado Negro
Jozé Mariano De Mattos
E Consquistou Vários Adáptos
E Houve Apoios De Fato
05- Marcada A Hora E O Dia
Para Em Asssembléia Ser Votada
Os Jornais Levaram A Notícia
E No Império Foi Comentada
06- E O Que Parecia Um Sucesso
Em Franca E Total Maioria
Foi Destruído Por Dentro
E Não Passou De Uma Utopia
07- Perdeu Naquela Votação
Em Uma Assembleia Fechada
Que Nos Discursos, Foi Maioria
E No Voto Secreto, Ultrajada
08- Defesas Entusiasmadas
Mas Nas Urnas, Derrota Estranha
A Situação Se Contava Vitoriosa
Mas Foi Da Oposição Esta Façanha*
Capitulo IV
Capitulo IV
01- Um Contraditório Resultado
Mesmo Em Um Pleito Diurno
A Transparência Dos Discursos
Contra Os Segredos Noturnos
02- Comentários De Jornais
De Boca Em Boca Noticias
Descrevendo Jogo Sujo
Troca-Trocas E Malícias
02- Comentários De Jornais
De Boca Em Boca Noticias
Descrevendo Jogo Sujo
Troca-Trocas E Malícias
03- Falou-se Em Um Bau De Ouro
Mandado A Tempo E A Hora
Para Balançar A Assembléia
Acinzentar Aquela Aurora
04- Chegado Do Rio ÀS Pressas
Enviado Pelo Império
Para Comprar Deputados
O Que Para Nós, Não É Mistério*
05- Legisladores Vendilhões
Sem Honras, E Sem Dignidades
É Uma Praga Em Toda História
E Aqui Houve Esta Enfermidade...???
06- Não Nos Beneficiamos Da Sorte
De Estar Livres Desta Doença
No Momento Mais Decisivo
Nos Chegou Sem Pedir Licença
06- Não Nos Beneficiamos Da Sorte
De Estar Livres Desta Doença
No Momento Mais Decisivo
Nos Chegou Sem Pedir Licença
07- Mas O Império Bem Sabia
Que Se Abolição Criasse Asas
Seria Obrigado A Abraçar
Que Se Abolição Criasse Asas
Seria Obrigado A Abraçar
Um Caldeirão Vermelho Em Brasas
08- Uma Vitória Situacionista
Libertando Os Escravizados
Se Multiplicaria A Os Milhares
Todos Dispostos A Ser Soldados
09- E Se Uniriam Aos Farrapos
E A Seus Ideais, E Heróis
Consolidando A República
Se Multiplicaria A Os Milhares
Todos Dispostos A Ser Soldados
09- E Se Uniriam Aos Farrapos
E A Seus Ideais, E Heróis
Consolidando A República
Pondo O Império Em Maus Lençóis
10- Seria Uma Vitória Franca
Os Escravizados Se Somariam
E Etão, Por Todo O Império
Milhões De Negros Se Levantariam
11- Mas A Semente Estava Plantada
Apesar De Toda A Desilusão
Antes Da Situação Derrotada
Já Havia O Germe Da Abolição
12- Porque Não Queria Vingar...???
Não Era Estranho O Pensamento...!!!
Muita Embora Em Discussões,
Privadas A Locais E Momentos...!!!
12- Porque Não Queria Vingar...???
Não Era Estranho O Pensamento...!!!
Muita Embora Em Discussões,
Privadas A Locais E Momentos...!!!
O Gáudio
Capitulo I
Capitulo I
01- A Seara Abolicionista
Apareceu No Rio Grande
Antes Que Em Todo O Brasil
Em Um Gesto De Gigante
02- Alguém Com Emoção Intensa
Um Dia Por Descuido, Ou Desviu
Se Pôs No Lugar Do Cativo
E Se Horrorizou Com O Que Sentiu
03- E Se Levantou Em Próprio Juízo
Consciencioso E Clemente
Alardeando Protestando
Contra Aquele Mundo Indecente
04- Embora Um Coração Piedoso
Ouviram Sua Inquietação
E Muitos A Acharam Descente
Digna De Coragem E Ação
05- E Destes Uma Parte O Seguiu
Em Golpes Contra A Escravidão
E Se Pra Tal Não Havia Justiça
O Fariam Com As Próprias Mãos
06- Foi Um Porta Estandarte De Guerra
Que Não Se Conteve Em Sua Penas
E Reunindo Muitos Homens
Foi De Fazenda Em Fazenda
08- E Foi Libertando Os Escravos
Das Correntes, Dos Grilhões
Dos Troncos E Dos Chicotes
Abriu Senzalas E Prisões
09- Vestindo Um Qual O Outro
Escravo Como Senhores
Senhores Como Escravos
Sem Clemencia Ou Pendores
10- Pondo Os Patrões No Tronco
Chicote Em Mão De Escravos
Vestindo Mucamas Com Rendas
Trajando As Damas Com Trapos
11- A Os Escravos Vai Servindo
Churrascos Vinhos De Guarda
E A Os Donos Batatas, Nabos
E Pra Sede Águas De Mansarda
12- Os Patrões Puxando Enxadas
Com A Senzala Para Dormir
E Os Escravos A Observar
E A Casa Grande Para Se Servir
13- E Foi Invertendo Os Valores
Ministrando Um Aprendizado
Era Um Encanto O Seu Ensino
Um Educador Entusiasmado
14- Na Mesa Grande As Pratarias
Escravos Com Talheres Dourados*
E Patrões Nos Coxos Com As Mãos
Comendo No Chão Sentado
15- O Capitão Do Mato Encilhado
De Quatro Pé No Terreiro
Freio E Buçal Na Beiçarra
E Um Ponta Pé No Traseiro
16- O Mestre Abolicionista
Nas Suas Lições Em Desafogos
Lecionou Só Para Escravocratas*
"E Foi Um Exímio Pedagogo"
17- Décadas Antes Dos Farrapos
A Escravidão Ele Abomina
E Proclama A Abolição
E A Republica "Rio-Grandina"*
* Tupinambá Mascimento -
A Republica rio-grandense e
Os Negros - Edigal -- Pginas 11 e 12.
Capitulo II
Capitulo II
01- Mas Pouco Ou Nada Adiantou
Porém Ficou A Herança
Os Herdeiros E O Legado
Fermentando Nas Lembranças:
02- Revolta Contra A Monarquia
Contra A Guarda Provinciana
A Os Gritos De Liberdade
Fez Cruzadas Pampeanas
03- Soltando Todos Os Escravos
Que Encontrava Em Sua Viagem
Para Seguilo Em Sua Tropa
Ou Viver Livres Nas Paisagens
04- Todos Os Homens Os Seguiam
Voluntários, Ombro A Ombro
Velhos Mulheres E Crianças
Bem Longe , Fundavam Quilombos
05- Em Matos Ou Campos Abertos
Quilombos Fincados, Ou Volantes
E Libertos Ganhavam As Cerras
Ou As Planuras Verdejantes
02- Revolta Contra A Monarquia
Contra A Guarda Provinciana
A Os Gritos De Liberdade
Fez Cruzadas Pampeanas
03- Soltando Todos Os Escravos
Que Encontrava Em Sua Viagem
Para Seguilo Em Sua Tropa
Ou Viver Livres Nas Paisagens
04- Todos Os Homens Os Seguiam
Voluntários, Ombro A Ombro
Velhos Mulheres E Crianças
Bem Longe , Fundavam Quilombos
05- Em Matos Ou Campos Abertos
Quilombos Fincados, Ou Volantes
E Libertos Ganhavam As Cerras
Ou As Planuras Verdejantes
06- Foi Preso E Condenado
E Para Livra-lo Do Fuzilamento
Parentes E Amigos Intervieram
Lhe Dando Acolhimentos:
07- Teve Arroubos Republicanos
Em Pleno Brasil Colonial
Repentes Abolicionistas
Desafiando Portugal:
08- Um Desequilibrado Mental
De Todos É O Depoimento
Parentes E Amigos Intervieram
Lhe Dando Acolhimentos:
07- Teve Arroubos Republicanos
Em Pleno Brasil Colonial
Repentes Abolicionistas
Desafiando Portugal:
08- Um Desequilibrado Mental
De Todos É O Depoimento
E Advogados O Defendem
Como Enfermo Em Sofrimento
09- Os Médicos Então O Atestam,
Como Um Demente Em Loucura
E Então O Livram Da Morte
Para Uma Pena Menos Dura
10- As Pessoas Que O Defenderam
Sabiam De Seus Pensamentos
Republicanos Abolicionistas
Antecipados No Tempo.
11- Então Com O Passar Dos Dias
O Atestaram Como Curado
Pois Ganhou A Liberdade
Dez Vezes Mais Rebelado
Capitulo III
01- Faz Reboliços Em Cachoeira
Mais Arroubos Republicanos
Repentes Abolicionistas
Com Uma Tropa O Apoiando
02- Mais Cruzadas Pelos Campos
Derruba Trocos, Senzalas
Quebra Correntes, Grilhões
E Começa A Ser Mestre Sala
03- De Uma Educação Urgente
Que Precisa Ser Aplicada
Para Clarear Aquela Mentes
Que Mantem Gente Escravizada
04- Mas Uma Vez Foi Cercado
Pelas Tropas Coloniais
Mas Rompeu O Cerco E Fugiu
Rumando Às Bandas Orientais
05- Exilou-se Em Entre Rios
Lutou Nas Guerras Cisplatinas
Retorna Coberto De Louros
Pela República Argentina
06- Logo Retoma A Seus Anseios
Acordado Nos Velhos Planos
Arregimentando Seguidores
Para O Sonho Republicano
07- Numa Noite Enluarada
Estrelada, Calma, E Quente
Investe Contra Cachoeira
E Vai Libertando Gente
08- Prisioneiros E Escravos
Vão Ganhando A Liberdade
E Ordena Pedro O Negro
E Este Proclama A Igualdade
09- Mais Uma Vez É Cercado
Mais Uma Vez É prisioneiro
O Arauto Da Abolição
Levado Para O Rio De Janeiro
10- Mas Há Amigos Poderosos
Reafirmando Sua Loucura
E Em Vez De Pena De Morte
Mais Uma Vez Há Soltura
11- Meditando Na República
Vendo Nela A Redenção
Retorna Para Cachoeira
Repensando A Abolição
Capitulo IV
01- Nas Rodas Mateia, Conversa
Conhece Bem Seus Valores
Faz Visitas, Troca Ideias
Sabe Que Tem Seguidores
02- Não Se Segurou Muito Tempo
Com A Escravidão Penalizado
E Montado Em Seu Cavalo
Voltou A Voar Pelos Prados
03- E Foi Buscando Os Cavaleiros
Companheiros Confirmados
E Em Campanha Pelas Estancias
Fazendo Negros Libertados
04- Não Perde Tempo Nas Fazendas
Trocando Valores Sociais
Agora Liberta Por Atacado
Qual Passagem De Vendavais
05- Gritando: Façam Kilombos
No Fundo Das Serranias
Fujam, Se Escondam, Se Entrincheirem
Salvem-se Desta AGonia...!!!
06- Em Cachoeira, Caçapava
Em Toda A Região Central
Feitorias, Lavouras, Charqueadas
Vê O Negro Como Um Ser Igual
07- Em Um Mundo De Cativeiros
Presos No espaço E No Tempo
Arromba Grades E Portões
Os Soltando Livres Ao Vento
08- Para Cada Escravo Liberto
Há Um Grito Republicano
Revoltas Contra O Império
E À Escravocratas Tiranos
Capitulo V
Capitulo VI
08- Para Cada Escravo Liberto
Há Um Grito Republicano
Revoltas Contra O Império
E À Escravocratas Tiranos
Capitulo V
01- Só Uma Coisa O Repugnava
Mais Que a Própria Escravidão
Era Ver A Mando Do Senhor
Irmãos Caçando O Próprio Irmão
02- O Seu Entusiasmo Com Estes,
Se Apresentava Dobrado
Era Um Educador Austero
E Ensinava Passeando Nos Prados
03- Na Colhera A Campo Fora
Mas Era Um Mestre Elegante:
Abaixo De Mangos E Esporas
Ou A Cabresto, Ou Ao Reponte
04- Servia-lhes Do Próprio Veneno:
Fazia Parte Do Aprendizado
Lanhos De Chicotes No Lombo
Mas Com Vinagre Eram Curados
05- E Eram Bem Alimentados
Água Fresca Na Sombreira
E No Descanso O Palavreado
Para Aprender A Lição Inteira
06- Não Tinha Pressa O Professor
Educava Bem, E Compassado
Senhores E Capitães Do Mato
Passaram Pelo Aprendizado
07- O Mango Estalando Na Perna
O Marca Touro Do Outro Lado
Exigia Que Olhasse Nos Olhos
E Que Repetisse O Palavreado
08- De Vez Em Quando A Sabatina
Em Busca De Aprovação
Pra Cada Resposta Errada
Dez Estouros De Facão
09- As Vezes Um Companheiro,
Reclamava Daquela Agrura
Não Achava Preciso Aquilo,
Mas Logo Sofria Censura:
10- Retrucava O Mestre: - "Pergunte...,
Para Este Lambe Botas De Patrão
Se Houve Uma Só Vez Na Vida
Que Ele Perdoou Um Irmão"?
E Mesmo Para O Patrão Dele
Que Está Aqui Do Seu Lado
Pergunte Se Um Dia Ordenou
Que Um Negro Fosse Perdoado
11- Então Depois Da Lição Dada
E Da Sabatina Tomada
Dom Alexandre Libertava
Pra Ver No Bicho Dava
12- Se Fosse Reencontrado
Na Mesma E Maldita Profissão
Do Alexandre Não Se Cansava
Repetia E Dobrava A Lição
11- E O Estalo Do Mango Na Orelha
O Bico Da Bota No Rabo
Fazia Galopar De Quatro
No Círculo Do Aprendizado
13- Quem Perdeu A Noção Humana
Se Deliciando Com A Escravidão
Caçando Escravos No Mato
E Surrando No Tronco O Irmão
14- Dom Alexandre Enfrenava
Abaixo De Estouro De Facão
Dando Pealos, Tironássos
Quebrando Da Boca O Pimpão
As Rédeas Firme Nas Mãos
15- Foi Um Grande Educador
Tudo Bem Claro, Bem Entendido
O Conteúdo Goela A Baixo
Era Enfiado, Socado E Batido
16- E Por Mais Que Fossem, Perversos
Eram Quebrado Em Seus Cachos
E Dom Alexandre Só Sossegava
Quando Se Admitiam Por Baixo
17- E Foi Educando A Seu Modo
Em Suas Palestras Abolicionistas
Acreditando Ter Vindo Ao Mundo
Para Educar Escravagistas
18- Botava O Aluno De Pé
Um Palmo Na Sua Frente
Falava De Olhos Em Brasas
Bufando E Rangendo Os Dentes
19- Aplicava O Ensino Republicano
Ao Seu Feitio De Pensar
Era Um Caudilho, Mas Era Humano
Aí De Quem Ousasse A Contrariar
Todos Tinham Que Decorar
Mais Que a Própria Escravidão
Era Ver A Mando Do Senhor
Irmãos Caçando O Próprio Irmão
02- O Seu Entusiasmo Com Estes,
Se Apresentava Dobrado
Era Um Educador Austero
E Ensinava Passeando Nos Prados
03- Na Colhera A Campo Fora
Mas Era Um Mestre Elegante:
Abaixo De Mangos E Esporas
Ou A Cabresto, Ou Ao Reponte
04- Servia-lhes Do Próprio Veneno:
Fazia Parte Do Aprendizado
Lanhos De Chicotes No Lombo
Mas Com Vinagre Eram Curados
05- E Eram Bem Alimentados
Água Fresca Na Sombreira
E No Descanso O Palavreado
Para Aprender A Lição Inteira
06- Não Tinha Pressa O Professor
Educava Bem, E Compassado
Senhores E Capitães Do Mato
Passaram Pelo Aprendizado
07- O Mango Estalando Na Perna
O Marca Touro Do Outro Lado
Exigia Que Olhasse Nos Olhos
E Que Repetisse O Palavreado
08- De Vez Em Quando A Sabatina
Em Busca De Aprovação
Pra Cada Resposta Errada
Dez Estouros De Facão
09- As Vezes Um Companheiro,
Reclamava Daquela Agrura
Não Achava Preciso Aquilo,
Mas Logo Sofria Censura:
10- Retrucava O Mestre: - "Pergunte...,
Para Este Lambe Botas De Patrão
Se Houve Uma Só Vez Na Vida
Que Ele Perdoou Um Irmão"?
E Mesmo Para O Patrão Dele
Que Está Aqui Do Seu Lado
Pergunte Se Um Dia Ordenou
Que Um Negro Fosse Perdoado
11- Então Depois Da Lição Dada
E Da Sabatina Tomada
Dom Alexandre Libertava
Pra Ver No Bicho Dava
12- Se Fosse Reencontrado
Na Mesma E Maldita Profissão
Do Alexandre Não Se Cansava
Repetia E Dobrava A Lição
11- E O Estalo Do Mango Na Orelha
O Bico Da Bota No Rabo
Fazia Galopar De Quatro
No Círculo Do Aprendizado
13- Quem Perdeu A Noção Humana
Se Deliciando Com A Escravidão
Caçando Escravos No Mato
E Surrando No Tronco O Irmão
14- Dom Alexandre Enfrenava
Abaixo De Estouro De Facão
Dando Pealos, Tironássos
Quebrando Da Boca O Pimpão
As Rédeas Firme Nas Mãos
15- Foi Um Grande Educador
Tudo Bem Claro, Bem Entendido
O Conteúdo Goela A Baixo
Era Enfiado, Socado E Batido
16- E Por Mais Que Fossem, Perversos
Eram Quebrado Em Seus Cachos
E Dom Alexandre Só Sossegava
Quando Se Admitiam Por Baixo
17- E Foi Educando A Seu Modo
Em Suas Palestras Abolicionistas
Acreditando Ter Vindo Ao Mundo
Para Educar Escravagistas
18- Botava O Aluno De Pé
Um Palmo Na Sua Frente
Falava De Olhos Em Brasas
Bufando E Rangendo Os Dentes
19- Aplicava O Ensino Republicano
Ao Seu Feitio De Pensar
Era Um Caudilho, Mas Era Humano
Aí De Quem Ousasse A Contrariar
Todos Tinham Que Decorar
Capitulo VI
01- Mas Não Educou Sossegado
O Império O Fustigava
Mas Tal Como Surgia Nos Campos
Por Entre As Matas Se Apagava
02- Só Sossegou Na Velhice
Fraco, Enfermo, E Ancião
Fugitivo Mas Refugiado
Morreu Sonhando Com Abolição
03- Dom Alexandre Luiz Vasconcelos
Foi Um Gaúcho De Rio Pardo
Em Suas Campanhas Guerreiras
Foi Qual Pintor, Poeta, E Bardo
04- Tinha Que Ser Um Gaúcho
Nasceu Com Esta Qualidade
Cresceu Cavalgando Os Pampas
Sabendo O Que É Liberdade*
* O Siguinificado De Liberdade
Nas Imensidões Pampeanas
Em Um Tempo Que Não Havia
Divisas Nem Alambrados, Era Diferente,
E Que, Só Os Gaúchos Dos Pampas
Sul Americano Podiam Experimentar
Este Semtimento. Não Foi Atoa que,
Na Guerra Dos Farrapos,
A Os Negros JUntaram-se, Índios
Gaudérios ( Da Lida Campeira De Estancia
Em Estancia, Em Que Os Limites Era
A Geografia E Não Alambrados, onde
Os Proprietários do Gado Se
Destigyuia pela Marca),
E Teatinos Andejantes
Sem Destinos. Que Povoavam
Os Pampas À Época>
05- A Imensidão Das Paisagens
Permitia Este Sentimento
Lonjuras A Perder De Vista
Vastidão No Espaço E No Tempo
06- Não Perdurou Seu Modelo
Sua Abolição Não Resistiu
E O Sistema Escravocrata
O Engoliu E O Extinguiu
07- Mas Sempre Fica Uma Semente
Resistindo A Estiagem
E Na Primeira Chuva Que Cai
Se Faz Florescer Na Paisagem
Capitulo VII
01- Há Anos Antes Dos Farrapos
E Dos Poetas Abolicionistas
A Semente Estava Plantada
Embora O Jugo Imperialista
02- Com Estes Gestos Dom Alexandre
Mesmo Feitos Em Pura Emoção
Abriu Campos Para Discussões
E Foi Se Formando A Razão
03- Apareceram Os Contrários
Qual Coisas Sem Sentimentos
Mas Entre Eles Os Partidários
Todos Com Fortes Argumentos
04- Para Os Primeiros Abolicionistas
Argumentar Era Coisa Insana
Libertando-se Da Emoção
A Razão Lhes Parecia Tirana
05- Se Então Fosse Compaixão
Dos Escravagistas Eram O Deboche
Com Argumentos Humanistas
Sofriam Do Mesmo Trote
06- Dizer Que Era Desumano
Pra Quem O Negro Só Era Igual
Para As Fileiras Da Igreja
Mas Para O Trabalho Era Um Animal
07- Era Difícil Para Um Humanista
Argumentar Com A Razão
Reduzir Escravos À Coisas
Mudar De Forma A Produção
08- Mostrar Que Não Dava Lucros
Que O Modelo Era Ultrapassado
Como Se Falassem De Ferramentas
Ou De Instrumentos Defasados
09- Então Os Gestos De Alexandre
Embora Em Comiseração
Que Existiam, Mas Contidas
Por Medos De Repressão
10- Soltaram Livres Ideias
Revelaram-se em Confissões
Conversas Nas Mateadas
Foram Formando Às Razões
11- E Da Abolição, Outros Por Ques?
Em Discursos Fundamentados
E Surge A Ideia Da Republica
Num Partido Organizado
12- Este Partido Eram Os Farrapos
Que Décadas Antes Da Guerra
Já Se Manifestavam Em Pensamentos
Pelos Cantos De Nossa Terra*
Versos Para Acoplar:
Tudo bem detalhado
e esplicado a contento.
Só de pois de bem entedido.
É que frouxava os tentos.
Se fosse um cabeça empada.
Mesmo assim não se cansava.
Emsinava pcientemente.
E deves em quado umas relhadas.
(Ensinava pacientemente.
Entre planchaços que estorava).
Dizia que era para clarear as mentes.
E quando obitia resutados.
Gabava-se alegremente.
Do sucesdo alcansado.
Capitães do mato e patrões
Na conta de um oitavo.
Nunca mais quiseram na vida.
Maltratar negros e escravos.
Mitos capitães e patrões...
Aqui, Embora A História Oficial, Tenha Registrado Este Acontecimento e Seu Personagem Principal, Vou Dar Espaço A História Oral Que Ouvi Em Caçapava Quando Estive Lá Em 81.
Isto Foi Em Um Tempo Que Nem De Longe Pensava Em Registrar Histórias E causos Que Ouvia. Tanto É Que, Só Fui Lembrar Dela, Quando A Li Em Uma Passagem Rápida E Exemplificativa Em Um Livro Do Historiador Tupinambá Nascimento (A República Rio-Grandense E Os Negros). A Historia Oficial, Deste Acontecimento, Embora Bela, É Mais Sizuda E Em Preto E Branco. Em Contra Partida, A História Oral, Nos Mostra Este Acontecimento Carregado De Ironias E De, Um Colorido Gracioso, Mais Ou Menos Como Ouvi Na Cozinha De Um Casarão, Que Diziam Ser Construído Por Escravos Em Caçapava! Mesmo Assim Quero Deixar Claro Que, Me Socorri Da História Oficial, Para Data Que Se Iniciam Os Acontecimentos, e Para Os Episódios Mais Relevantes.
O Racista
Capitulo I
01- Na Sociedade E Na Economia
E Nas Contradições Políticas
Foram Então Brancos E Negros
Grandes Amigos Na República
02- Entre Todos Os Farroupilhas
De Republicanos À Monarquistas
Escravocratas Abolicionistas
Houve Um Que Era Racista
03- Confesso De Próprio Punho
E Com Assinatura Em Baixo
Em Seu Diário Sem Cerimônias
Fez Esta Confissão A Os Cachos
04- Em Cartas Para Sua Esposa
Difama Pele, Cabelos, Modos
Os Chama De Orangotangos
Não Os Admite Em Alto Postos
05- "Veladamente Às Escondidas"*
Jamais Perceberam Seu Racismo
Foi Ele, Quem A Paz Negociou
Com Os Regentes Do Imperialismo
06- Foi Deputado E Ministro
Da Situação Abolicionista
Mas Votava Com A Oposição:
Imperialista E Escravagista.
07- Então Se Tornou Oposição
Quando Bento Um Monarquista
Se Declarou Contrário Á Coroa
"Por Caros Interesses Federalistas"*
* Tupinambá Mascimento -
A Republica rio-grandense e
Os Negros - Edigal -- Pginas 43.
Aqui Fica Implícito Que , Em Um
Primeiro Momento Os Farrapas Não
Queriam A Separação, Mas ao contrário:
Desencadear um processo republicano
por toda a nação.
08- A Assembléia Que Era Geral
Foi Palco De Discussões
Formaram-se Duas Correntes
Que Se Dividiram Em Frações
09- A Situação Republicana
Com Anseios Abolicionista
E A Aposição Imperialista
Com Escravocratas E Racistas
Capitulo II
Capitulo II
01- Então Vicente Da Fontoura
Que Era Ministro Da Fazenda
Se Tornou Lider Da Oposição
E Continuou Em Sua Senda
02- Era A Deslealdade Politica
Em Franco Andamento
Mesquinho Nas Assembléias
Desestabilizava Por Dentro
03- Da Fontora Fez E Desfez
Conspirou, Fez Dicidentes
Na Gananciosa Tentativa
De Ser Eleito Presidente*
* Tupinambá Mascimento -
A Republica rio-grandense e
Os Negros - Edigal -- Pginas 44.
04- Fontoura E Canabarro
Depois De Se Ter Com Caxias
Ao Saber Que Este Era Impedido
Para Deliberar Alforrias
05- Que Barrava O Processo De Paz
Por Não Permitir Livramentos
E Levaram Para A Assembleia
Este Duro Impedimento
Capitulo III
Capitulo III
01- Mas O Racismo De Fontoura
Nunca Ninguém Percebeu
E Para Negociar A Paz
Foi Quem A Assembléia Escolheu
02- Foi Para Capital Do Império
O Grande Impasse Negociar
E Numa Ironia Sinistra
Liberdade A Os Negros Reclamar
03- É Claro Que Não Conseguiu
Naõ Propôs, Nem Argumentou
Inventou, Distorceu, Mentiu
Quando Da Capital Voltou.*
* Página 58 - 59 - 60 - 61 - 62 - 63
04- Se Colocou Como Heroi
Não Ajoelhou-se Para O Imperador
Dizendo-se De Outra Nação
Um Diplomata Negociador*
* Página 58 - 59 - 60 - 61 - 62 - 63
05- Quando Um Ministro Propôs
Uma Soma Em Dinheiro
Contou Que A Recusou
Por Representar Dígnos Guerreiros*
* Página 58 - 59 - 60 - 61 - 62 - 63
06- Mas Quem Defendeu Gaúchos
Foi Um Coronel Do Próprio Império
Manoel Marques De Sousa
Dignificando Os Adversários*
07- Então, Nada Às Mãos Entregou
Do Que Havia Ido Buscar
E A liberdade Dos Negros
Desde Porongos A Penar
08- Mas No Império Foi Registrado
As Impressões De Sua Visita
O Que Fez O Que Falou
As Suas Ditas E As Desditas
09- As Contra Partidas Mostram
Que Sobre Os Negros Silenciou
E Permitiu-se A Só Ouvir
Sequer De Longe Tentou
Capitulo IV
01- Esta Sua Viagem Para Capital
Se Originou Em Porongos
O Descaso Em Seu Diário
É De Revoltar O Estômago
02- No Mais Vil Combate Da História,
O Desigual Dos Desiguais
Faltar A Razão Se Perdoa
Ausência De Emoção Jamais.
03- Estava Em Meio O Massacre
E Entre Os Corpos Amanheceu
Parte Para O Rio E Que Escreve
Sequer Um Combate Aconteceu
04- Teria Ele Aí Demonstrado
Então O Desejo De Poupar
A Sua Querida Esposa
E Os Filhos Que Dizia Amar...???
05- Mas Se Os Guerreiros Tombados
Em Vez De Negros Fossem Brancos
Teria Mesmo Assim Negado
Sem Dos Nervos Revelar Trancos?
06- Sua História E Malcriada
E Revelada Por Ele Mesmo
Com Sua Assinatura Em Baixo
Não Dá Para Deixar A Esmo...!!!
07- Sua Conduta É Embaçada
Não Se Dá A Transparência
O Seu Rastro É Enleado
E Nublada Sua Consciência
08- Foi Farrapo Contendo As Certezas
Mesmo A Os Ouvidos, E Às Vistas
Se Imperialista, Ou Republicano
Se Escravocrata Ou Abolicionista
09- Então Vamos, Então Viemos
Fizemos Uma Consideração
Se Aqui Não Há Um Suspeito
Para Investigar Não Há Razão
10- Depois Do Teatro Do Império
E A Carta Dúbia De Caxias
E Das Confissões De Fontoura
Em Seu Diário Farroupilha*
* Evidencias De Armação Do Império Através De CaxiasExigindo Desarmamento Para Progredir As negocições de Paz, para emboscar os farrapos desarmados.Anotações Em Uma Carta Que Hora Dizem Falsa, Ora Dizem Verdadeira,Insinuando Canabarro Como Traidor. E, As Confissões
De Próprio Punho.
11- Se Continuarmos Atentando
Com Alvo Apenas Em Canabarro
Em Vez De Justiça De Ouro
Faremos Justiça De barro
12- Quando Um Historiador Confessa
Examinar Quinze Mil Documentos
E Insiste Na Acusação
Sem Provas Cabais A Contento
13- Em Vez Disso: Suspeitas
Possíveis Coincidências
Sem Sequer Um Prova Cabal
No Rigor Jurídico Da Ciência
14- Teremos Que Admitir
Que A Mágua Trai A Razão
Não Difere Da Lei Que Permite
Matar Por Forte Emoção
15- Se Iguala A Justiça Banal
Que Nos Viés Das Leis Pões Às Maõs
E Serve-se Acusa E Condena
Atestando Forte Convicção
16- Confesso Que Muitos Indícios
Sobre O Comandante Caem
Mas Em A Espera De Um Milágre
Também Sobre John Coffey Recaem
* - Recaem, Mas O Assassino Era Outro
E Não John Coffey Que Foi Executado
Inoscentemente Na Cadeira Elétrica.
17- O Que SE Clareia Em Canabarro
É Que Fez Tratado De Covil
Com Caxias E Da Fontoura
Em Um Triumvirato Vil
18- Mesmo Assim É Temerário
E A Acusação É Desigual
Se Os Dois Farrapos São Raposas
O Imperialista É Um Chacal
19- E O Império Que Ele Representa
É Sanguinário E Sem Propostas
Se Negociam Pela Frente
É Porque Vão Atacar Pelas Costas...!!!!
20- Revelaram-se Através Da História
Formando Rios De Sangue
Seriam Diferente Apenas Aqui
Morreriam De Amores Pelo Rio Grande?????
Isabel
Capitulo I
01- Entre Os Primeiros Farrapos
A Servir Como Maranheiros
Estavam Voluntários Pescadores
E Humildes E Simples Barqueiros
E Humildes E Simples Barqueiros
02- Eram Pequenas Embarcações
Rios E Lagos De Água Doce
Para Materiais E Mantimentos
E O Armamento Que Fosse
03- O Primeiro A Se Destacar
Foi Um Pirata De Rio
Chamado Menino Diabo
Que Os Farrapos Aderiu
04- E O Comandante, Dos Santos
No Comando Do Minuano
Embarcação De Pequeno Porte
Sob Os Ventos Deslisando
05- Em Uma Encomenda Apressada
Quando Ancorado Em Jaguarão
Recebeu A Incumbência
De Transportar Munição
06- Junto A Uma Pequena Tropa
De Dezoito Bons Guerreiros
No Porão Barrís De Polvoras
E Mantimentos Para O Cruzeiro
07- Ao Lado Do Comandante
Sempre Lhe Dando Quartel
A Sua Linda Companheira
A Corajosa Dona Isabel
08- Junto Com A Carga Preciosa
Ia Um Tesouro Em Anais
Mensagens Para Os farroupilhas
Falando De Urgências Vitais
09- De Tal Modo Que SE Os Imperiais
Pusessem As Mãos No Tesouro
A República Rio Grandense
Morreria No Nascedouro
Capitulo II
Capitulo II
01- Partiram De Jaguarão
Com Encomendas Do Uruguai
Singrando A Lagoa Mirim
Vento Em Popa O Barco Vai
02- A Travessia, O São Gonçalo
O Destino Era Pelotas
Vento Manso, Nau Ligeira
Céu Azul E A Livre Rota
03- Mas Uma Virada De Vento
Faz Tudo Contra Corrente
O Barco Orça DEvagar
Zigue-Zague Intermitente
04- Mastro Imperial À Vista
Não Há Como Fugir Orçando
O Barco Orça DEvagar
Zigue-Zague Intermitente
04- Mastro Imperial À Vista
Não Há Como Fugir Orçando
Foi Parar Em Sua Frente
E O Canhoneiro Oceano
05- ERa Um Minstrengo Do Imperio
Se Comparados Em Tamanho
Dando Ordem Para Renderem-se
E A Resposta Foi Estanho
06- Eram Dezoito Marinheiros
Armados Até Os Dentes
Mas Não Resistiriam Muito
Contra Canhões Trovejantes
07- Embora Fossem Experimentados
Homens Escolhidos A Dedal
Todos Bem Recomendados
Segundo A Marinha Oriental
08- Era Uma Centena De Imperiais
Já Contando Com A Vitória
Exigindo Que Se Entregassem
Mas Leva Um Golpe A História
Capitulo III
01- Parou-se Então A Refrega
A Proa Gigante Em Cima
Dos Santos Então Protela
Para E Pensa E Vê Suas Cinas
02- Pesa Bem A Situação
Os Maiores E Os Menores
Sabe Da Vital Importância
E Do Quanto É Mortal Os Valores
03- A Carga É Mais Que Preciosa
Para Entregar Justo Ao Inimigo
Busca Então Dona Isabel
E Em Seus Braços Ganha Abrigo*
* - A Odisseia De Gatibalde
Elma San'tana - Editora - AGE - Página - 29.
04- Dedica Um Olhar Profundo
Encarando Os Imperiais
Sob Dezenas De Fuzis
Lhe Ameaçando Do Convés
05- Os Dois Murmuram Mas Ninguém Ouve
E Ele Parte Para O Porão
E Volta Com Uma Tocha Em Chamas
E Há Outro Abraço Em Comoção
06- Se Demoram Por Um Instante
Que Lhes Parece A Eternidade
Parece Que O Tempo Parou
A Espera D'outra Realidade
07- Há Um Beijo Quase Sem Fim
E Um Silêncio Sepulcral
Abraçados, Olhos Cerrados
Então O Ato Final
Capitulo IV
Capitulo IV
01- Na Hora De Atear O Fogo
O Braço Treme E Erra O Alvo
Dona Isabel Segura Suas Mãos
Agora O Mantendo Mais Calmo*
*DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA
Painel sobre a Revolução Farroupilha
Assunto: Historiografia da guerra farrapa
Porto Alegre - 15-09-2008 - Página 31
02- E Ás Conduz Até O Rastilho
Já Preparado Para O Evento
Ao Tempo De Um Piscar De Olhos
Surge Um Trovão De Fogo E Ventos
03- É Um Vulcão, Águas Em Chamas
Nada Sobra, Tudo Aos Céus
Os Imperiais Se Estremessem
E O Canhoneiro Leva Um Buléu
04- Sobe Uma Onda Gigante
Seguida De Um Vagalhão
O Canhoneiro Se Empina
Qual Um Xucro Alazão
05- E Cai Com O Casco Nas Águas
Ladeado Quase Virando
Chicoteia Os Mastros No Ar
Pra Lá E Pra Cá Balançando
06- Como Pendulos Ao Contrário
Faz Vai E Vem A Mastreação
O Balanço Vai Se Acalmando
E Revelando Avariação
07- Em Zigue Zague Buscando Órça
Não Naufraga Ao Contra Tempo
Mas Quebram Mastros, Rompem Velas
Sai Desasado A Contra Vento
Capitulo V
Capitulo V
01- Há Uma Atitude Inesperada
Que Transcende A Própria Glória
Em Um Atalho Buscando Morte
Negam Destino E Afirmam História
02- No Fundo Daquelas Águas
Estão Os Corpos De, Dona Isabel,
Dos Santos E Os Marinheiros
E Seus Reflexos No Azul do Céu
03- É Um Dos Feitos Mais Heroicos
Que Agiganta A Revolução
Ideal, Crença E Estoicismo
Bravura, Emoção E Razão
04- Por Isto Dá O Que Pensar
Quando Se Investiga Esta Odisseia
Olhando Todos Os Lados
Ouvindo Todas As Ideias
Capitulo VI
04- Por Isto Dá O Que Pensar
Quando Se Investiga Esta Odisseia
Olhando Todos Os Lados
Ouvindo Todas As Ideias
Capitulo VI
01- Dizer Que Foi Apenas Guerra
Entre Senhores E O Império
E Por Uma Venda Nos Olhos
Pra Não Desvendar Os Mistérios
02- Reduzir As Crenças, Os Ideais...
À Cismas E A Ressentimentos
É O Mesmo Que Olhar Sem Ver
A Beleza Da Rosa Dos Ventos
03- Foi A Condição Humana
Que Envolveu Aquela Guerra
Dos Maus, Foram Os Piores
Mas Lutaram Por Sua Terra
04- Dos Bons, Foram Os Melhores
Cáceres De Uma Guerra Insana
A Utopia Contra Força Bruta
Paixões, E Grandeza Humana
Sobra:
Dos Bons, Foram Os Melhores
Pintaram E Bordaram A Luta
Ideiais Contra Força Bruta
Ódios, Amores Grandezas,
Escravidão...!!!
Escravidão...!!!
Ninguém Aceita De Bom Grado
Nem Na Curva, Nem No Atalho
Ser Reduzido Na Raça
Ou Escravizado Pro Trabalho
As Raças E Classes Se Confundem
Quando São Sobras Nas Margens
Pobre Branco E Negro Pobre
São Os Mesmos Nesta Viagem
Gaudio
Gaudio
15 - Que Junto Ao Ensino Republicano
Tenazmente Ele Repetia
Ai Que Um Imperialista Esquecesse
Tenazmente Ele Repetia
Ai Que Um Imperialista Esquecesse
Uma Vírgula Da Teoria
02- Só Sossegou Na Velhice
Fraco, Enfermo, E Ancião
(Prisioneiro Em Um Manicômio)
Fugitivo E Refugiado,, Mas Livre
Fugitivo E Refugiado,, Mas Livre
Morreu Sonhando Com Abolição
Não É De Se Admirar
Ver Discípulos Agradecidos
Porque Não Era Bom De Ver
Dom Alexandre Ofendido
E Por Mais Que Fosse, Perverso
Era Quebrado Em Seu Valor
E Nas Mãos De Dom Alexandre
Se Tornava Um Libertador
Ver Discípulos Agradecidos
Porque Não Era Bom De Ver
Dom Alexandre Ofendido
E Por Mais Que Fosse, Perverso
Era Quebrado Em Seu Valor
E Nas Mãos De Dom Alexandre
Se Tornava Um Libertador
17- Mas O Império Bem Sabia
Que Um Caldeirão Em Brasas
Então Teria Que Abraçar
Se Abolição Criasse Asas
11- E O Estalo Do Mango Na Orelha
O Bico Da Bota No Rabo
Fazia Andar De Quatro Pé
No Círculo Do Aprendizado
11- E O Estalo Do Mango Na Orelha
O Bico Da Bota No Rabo
Fazia Andar De Quatro Pé
No Círculo Do Aprendizado
Caçando Escravo No Mato
E Surrando No Tronco O Irmão
Dando Rateiras, Safanáços
A Orelha Firme Na Mão
02- Negar As Crenças, Os Ideais...
Reduzir À Cismas E A Ressentimentos
É O Mesmo Que Olhar Uma Ponta
Sem Ver A Beleza Da Rosa Dos Ventos
POEMAS
Lanceiros Negros
"A Batalha De Porongos"
Na linha do Horizonte
Pontas de Lanças Dançando
Lanceiros Abrindo O Fronte
Com a Liberdade Sonhando
Um Imenso Sol Nascente
Inverno nas verdes pastagens
(Manhãs Brancas de Geadas)*Opção
Na brancura das geadas
Negros livres na paisagem
Da memória Não se apaga
Coragem que a alma arrepia
Sangue e vidas em farrapos
E os torturantes dias
Misérias, dores, e os mortos
Por um sonho Farroupilha
Trocado em negociatas
Por traição e covardia
Até posso ver a sena
O Deprimente Passado
A tropa branca reunida
Lanceiros Negros - lá - apartados
A Derradeira Batalha
A lavrada decisão
De Um Tratado Inominável
Em Nome Da Escravidão
Luta em Marcha Pés descalços Vão
A lança extensão do Braço
Vontade de liberdade
Mais forte que o próprio aço
Escudo: Peito Desnudo
Na vanguarda ombro a ombro
Em busca da Redenção
Na batalha de Porongos
O Poema Da Cuia
(Opção: Poema Para Sepé)
Luta Franca a campo aberto
Pés Descalços Mãos Vazias
Esperanças E Fantasias
Contra o fuzil e o canhão
Honrando a vida com a morte
E Sonho com a razão
A Visão de uma Conquista
Buscas que nunca se cansam
Caminhos que não se acabam
Sonhos que as mãos não alcançam
Dez anos de lutas cruas
Pra tudo assim se acabar
Dez anos de Lealdade
Para um Traidor
Avaliar
Mãos Vazias Campo Aberto
Contra O Fuzil E O Canhão
Honrando A Vida Com A Morte
E Sonho Com A Razão
O Tranca Ruas
Séculos De Ferro E Canga
Tronco E Lombo Pra Apanhar
Sonho Branco Dorme Às Redes
Vida Negra A Trabalhar
Campos, Charqueadas, Cidades
Lavouras, Jardins, E Terreiros
Varandas, Salas , Cozinhas
O Casarão Por Inteiro
Como Então, Se Não Bastasse
Para Sinhá O Deleite
Para Poupar Os Seus Seios
Por Securas Ou Por Asseios
Ou Por Capricho Que Prestasse
Ter Pro Filho Ama De Leite
E O Branquinho Fazendeiro
Apontando Num Berreiro
Querendo Peito Pra Chupar
E O Pretinho Filho De Sangue
Olhando Quase Exangue
Só Se Sobrar Vai Mamar
Tudo Sempre Por Fazer
É uma Nação para Erguer
Um Infinito Dizer Sim
Um Eterno Recomeçar
É Uma Nação Pra Sustentar
É Um Sofrimento Sem Fim
Este Era O Grande Dilema
Por Isto Os Negros Na Guerra:
É A Liberdade Que Acena
Nos Campos E Nas Cidades
Para Os Escravos Uma Verdade
Para Os Senhores, Só Gado E Terra
Insolência
O Trabalho Sem Descanso!
Do Senhor, Impertinências
Mas Havia Insolências
NA Negritude Dolente
Cantos, Ritos E Danças
Folguedo Pra OToda Gente
Quando O Senhor Não Estava
E Se Demorava A Chegar
Em Viagens Com O Capataz
Para Vender Ou Pra Comprar
E Mesmo Na Própria Guerra
A Desbravar E Pelear
A Sinhá Mui Delicada
Mas Com Altivez No Olhar
Chamava O Capitão Do Mato
Mandava Ele Se Afastar
E Assim Afrouxava O Laço
Nos Deixando Até Sonhar
E A Sinhá Inconsolável
Bela, Moça, Adorável
De Dores A Se Queixar
Pro Escravo Reprodutor
Com As Mãos Veladas De Amor
Se Achegar E Consolar !
Talvez Seja Esta A Pecha
Que Atraiu O Traidor
A Entregar A Própria Guerra
E O Sonho Libertador
Qual O Despeito Que Encerra
A Quem Se Vinga De Dor
Quem Vai Saber Com Certeza...?
De Onde Provas Concretas...?
Há Dados Pra Deduções
Mas O Resto São Opiniões
Partidários Com Suas Metas
Em Defesas E Acusações
POEMAS
Lanceiros Negros
"A Batalha De Porongos"
Na linha do Horizonte
Pontas de Lanças Dançando
Lanceiros Abrindo O Fronte
Com a Liberdade Sonhando
Um Imenso Sol Nascente
Inverno nas verdes pastagens
(Manhãs Brancas de Geadas)*Opção
Na brancura das geadas
Negros livres na paisagem
Da memória Não se apaga
Coragem que a alma arrepia
Sangue e vidas em farrapos
E os torturantes dias
Misérias, dores, e os mortos
Por um sonho Farroupilha
Trocado em negociatas
Por traição e covardia
Até posso ver a sena
O Deprimente Passado
A tropa branca reunida
Lanceiros Negros - lá - apartados
A Derradeira Batalha
A lavrada decisão
De Um Tratado Inominável
Em Nome Da Escravidão
Luta em Marcha Pés descalços Vão
A lança extensão do Braço
Vontade de liberdade
Mais forte que o próprio aço
Escudo: Peito Desnudo
Na vanguarda ombro a ombro
Em busca da Redenção
Na batalha de Porongos
O Poema Da Cuia
(Opção: Poema Para Sepé)
Luta Franca a campo aberto
Pés Descalços Mãos Vazias
Esperanças E Fantasias
Contra o fuzil e o canhão
Honrando a vida com a morte
E Sonho com a razão
A Visão de uma Conquista
Buscas que nunca se cansam
Caminhos que não se acabam
Sonhos que as mãos não alcançam
Dez anos de lutas cruas
Pra tudo assim se acabar
Dez anos de Lealdade
Para um Traidor
Avaliar
Mãos Vazias Campo Aberto
Contra O Fuzil E O Canhão
Honrando A Vida Com A Morte
E Sonho Com A Razão
O Tranca Ruas
Séculos De Ferro E Canga
Tronco E Lombo Pra Apanhar
Sonho Branco Dorme Às Redes
Vida Negra A Trabalhar
Campos, Charqueadas, Cidades
Lavouras, Jardins, E Terreiros
Varandas, Salas , Cozinhas
O Casarão Por Inteiro
Como Então, Se Não Bastasse
Para Sinhá O Deleite
Para Poupar Os Seus Seios
Por Securas Ou Por Asseios
Ou Por Capricho Que Prestasse
Ter Pro Filho Ama De Leite
E O Branquinho Fazendeiro
Apontando Num Berreiro
Querendo Peito Pra Chupar
E O Pretinho Filho De Sangue
Olhando Quase Exangue
Só Se Sobrar Vai Mamar
Tudo Sempre Por Fazer
É uma Nação para Erguer
Um Infinito Dizer Sim
Um Eterno Recomeçar
É Uma Nação Pra Sustentar
É Um Sofrimento Sem Fim
Este Era O Grande Dilema
Por Isto Os Negros Na Guerra:
É A Liberdade Que Acena
Nos Campos E Nas Cidades
Para Os Escravos Uma Verdade
Para Os Senhores, Só Gado E Terra
Insolência
O Trabalho Sem Descanso!
Do Senhor, Impertinências
Mas Havia Insolências
NA Negritude Dolente
Cantos, Ritos E Danças
Folguedo Pra OToda Gente
Quando O Senhor Não Estava
E Se Demorava A Chegar
Em Viagens Com O Capataz
Para Vender Ou Pra Comprar
E Mesmo Na Própria Guerra
A Desbravar E Pelear
A Sinhá Mui Delicada
Mas Com Altivez No Olhar
Chamava O Capitão Do Mato
Mandava Ele Se Afastar
E Assim Afrouxava O Laço
Nos Deixando Até Sonhar
E A Sinhá Inconsolável
Bela, Moça, Adorável
De Dores A Se Queixar
Pro Escravo Reprodutor
Com As Mãos Veladas De Amor
Se Achegar E Consolar !
Talvez Seja Esta A Pecha
Que Atraiu O Traidor
A Entregar A Própria Guerra
E O Sonho Libertador
Qual O Despeito Que Encerra
A Quem Se Vinga De Dor
Quem Vai Saber Com Certeza...?
De Onde Provas Concretas...?
Há Dados Pra Deduções
Mas O Resto São Opiniões
Partidários Com Suas Metas
Em Defesas E Acusações
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