Lagoa Do Sol
Mar De Dentro
Nas Curvas Das Enseadas
(Camaquã Tomos V)
(Minha)
Descendo O Arroio Lindo
À
Sombra Dos Ingasais
Passa
Correntes Remansos
Entre
Os Raios matinais
As
Garças Brancas Esbeltas
Rubros
Esguios Jaçanãs
Faz
Barra O Camaquã
A
Canoa Cruza O Delta
Refrão
Nas Curvas Das
Enseadas
Vou E Volto Na Genoa
Vida DE Pescador
Pobre
Pobre Mas De Vida Boa
Na
Lagoa Eu Ganho As Vagas
Abre
Uma Clareira O Mundo
Azul
No Espelho Profundo
Unindo
Os Céus E As Aguas
La
Fora Eu Solto O Grito
Me
Encontro Me Alço Voando
Navegando
O Infinito
Eu
Ganho Tempo Sonhando
Refrão:
Nas Curvas Das
Enseadas
Vou E Volto Na Genoa
Vida De Pescador
Pobre
Pobre Mas De Vida Boa
Em
Busca De Uma Revessa
Vou Deitar Acampamento
Fogo
De Chão Ao Relento
A
Lua Surgindo Inteira
As
Três Marias Na Alçada
Chuvas
De Estrelas Cadentes
A
Boieira No Levante
O
Sol Fazendo Alvoradas
Rede
De Mão Repassada
Volto
Pra casa Contente
Descrição
sobre a vida de um pescador que vive próximo à foz do rio Camaquã e desce
velejando até a lagoa para pescar. Um personagem que vive longe das apelações
das grandes cidades, mesmo das pequenas... Em sua comunidade local. É pobre,
mas é feliz pescando e observando a natureza e levando para caso o sustento de
sua família.
Camaquã
Tomos III
(Airton
E Minha)
Cantando o tempo voa
Junto ao Sol abro as manhãs
Serestas de araquãs
Cravinas cantando à toa
As Perdizes Mariscando
A granada das Milhãs
Perfume dos Guatemãs
Rio de correnteza boa
Cascatas Caindo Em Chuvas
Barrancas, Ramos Pendentes
Silvestres Cachos De Uvas
Algazarra Nas Vertentes
Parte
II
Quando Canta As Seriemas
Dourados Sobem Correntes
Vão Em Busca Das Nascentes
No Ciclo Da Piracema
Compassos, Rodas, Balanços
E O Terreiros Pra Dançar,
Lavrar, Semear E O Descanso
Colher, Viver E Cantar....
Vozes tristes / De quilombos
Cantigas de antigas heras
Sanfonas, violas / E Bombos
Nas Margens longas esperas
Outro resultado literário musical dos
textos, depoimentos e fotografias que o Airton me mandava do Rio Camaquã.
Descrição paisagística geográfica (com exemplos da flora e fauna local),
Vestígios de quilombos extintos e, de um
aldeão ribeirinho do alto Camaquã, que sobrevive da pesca e de pequenas
plantações de subsistência.
Defeso 06
(Minha)
Leste sopra de tufão / Vai fechar a temporada
É o fim da estação / Enrola a tralha
moçada
Que o mar não está pra peixe / Me
contou uma Sereia
Quatro luas fora d água / De sol a sol
na areia
Barco rolado pra terra / Pra obras no
"Espraiado"
Ipê Roxo Nas Cavernas / Cedro Rosa nos
costados
Pau ferro tranca travessa / Com
guajuvira encaixado
Suporte e Banca bem forte / Motor de
centro aprumado
Reservas De Um Santuário / Ambiente
Confrontados
Expostos a predadores / Precisam ser
preservados
Verão queimando na areia / O
trabalho vem dobrado
Redes tecidas às mãos / Feita Em Tipos Variados
A Deriva, Meia Água, De Fundo Em Ponto
Laçado
Malhas finas , malhas grossas / Grade
Em laços transpassados.
Defeso, reprodução / Vidas, ciclos renovados
Chegando A Piracema / Entram Cardumes
pesados
Parte II / 06
Vento Batendo na cara / Chuva Tocada
guasqueando
Ultima Pesca da safra / Sobe o peixe
transbordando
Dou a largada para casa / Minha gente
está esperando
Se o barco tivesse asas / Voltava
agora voando
Barco rolado pra terra / Pra obras no Espraiado
Ipê Roxo Nas Cavernas / Cedro Rosa nos
costados
Pau ferro Grápia taúba / Com guajuvira
encaixado
Suporte e Banca bem forte / Motor de
centro aprumado
Madeira de lei Moldada / Metal em
Bronze Forjado
Jamar Novinho em folha / Há muito tempo
sonhado
Salvas vidas na espera / O convés bem
preparado
Com tabuas de polegadas / E corrimão
no tosado
Parelha Nova Zarpando / Proeiro bom no
costado
Sinal de nova estação / Com cheiro bom
de pescado
Período em que os pescadores cessam a
pesca em respeito aos ciclos reprodutivos que ocorrem na lagoa. Então
aproveitam para rolar o barco pra terra, para repará-los, para a safra
seguinte...!!! Aqui hás uma descrição de um barco pesqueiro, da pesca
artesanal...!!!
Mar De
Dentro 03
A costa toda deserta / O
vento que nunca para
O sal salpicando as mãos / O sol açoitando a cara
Habitantes reunidos / Nas
casas e nos galpões
A reparar os seus corpos / A remendar arrastões
Tem nativa na janela / Descendência
portuguesa
Pelo duro bom de cela / Mouro
que conta proezas
Tem morena da Angola / Tem
retinta da Guiné
Tem criolo bom de bola / Tem
nego que diz no pé
Parte II / 03
Os povoados esparsos / Acomodados
nas dunas
Casas de madeiras ralas / Carcaças
cascos de escunas
Raras árvores para sombras / Cacimbas
rasas pra cede
Junco batido é telha / Tábua De Nó é parede...
Tem candombe no terreiro / Come
e bebe no quintal
Festa para o orixá guerreiro / Terno de reis no portal
Preto Velho pai de santo / No
congá é batuqueiro
A Mãe Preta Canta Pontos
/ Por negro e branco costeiro
Parte III / 03
Sol nascente além mar / Poente
terras além
Doces águas em Belém / Em
São José, Lagamar
Se estende os casarios / Com
ruas, praças a o centro
E descem cercando a Barra / Deságua
o Mar De dentro
Tem Da ilha da Madeira / Tem
das Ilhas de açores
Benzedeiras e Parteiras / Artesões
Navegadores
Carpinteiros e ferreiros / Portos cidades praianas
Armazéns e estaleiros / Embarcações
Lusitanas
Tema Descritivo Das regiões costeira da Lagoa dos patos, com
forte influência Afro-Portuguesa...””!!! Os Legados culturais dessas Influência
Costa Brava 01
(Do
Silvio Rebello E Minha)
Costa Negra, Costa Brava
Costa a fora, Sol em Chamas
A Beleza Nas Paisagens /
Apaga a história Humana
Olhos Banzos / Rios no rosto /
Cruz Pesada / Pra levar
Braços Tesos / Canto rouco /
Correntes / Para arrastar
Pés Leviano / Trilho Tosco /
Lavrar, Plantar / E colher
Marcas No Peito / E No Dorso /
Eirar, Debulhar / Moer
Mas Ninguém / Faz cativo A
memória /
Há
Lembranças / Ao redor dos
braseiros
Velhas Lendas desde ancestrais /
Da Mãe África
viéram em Tumbeiros
A história dessa Nação nos braços
Sustentada com sangue Guerreiro
Do contrário / Quem é que traria /
O som Deste / Balanço costeiro
Rituais Danças e Cantorias /
E Alegria a girar nos terreiros
Tamborim / Agogô / Bangulê /
Cangerê /
Bambulá / Batucar / Bendenguê / Axexê
Birimbau / Cacumbo / Candobe
/Caxanbú /
Atabaque
/ Ingomê / Bambaquerê / Lundu*
Adjá
/ Alujá / Adarrum / Afoiê
/
Moçanbique / Ngungá / Rocumbo / Xequerê
Cucumbí / Marimbau / Maracatu /
Milonga
Puíta / /Xiba /
Sansa / Urucungo /
/ samba*
Parte II / 01
Costa Doce / Brava costa /
Costa A Fora, Chão Praieiro /
Sangue suor e trabalho /
E Gente no Cativeiro
Corpo Gasto / Fardo Grosso /
Lavouras / E redondesas
Rastro fundo / Peso Morto /
Desde a Terra / O pão na mesa
Grilhões para os tornozelos /
Kanga de chumbo nos ombros
Tranca De ferro, Senzala /
Marca fujão pros Quilombos
Mas ninguém / Faz cativo A
memória /
Lembranças
/ Ao redor dos braseiros
Velhas Lendas desde ancestrais /
Da Mãe África viéram em Tumbeiros
A história desta Nação nos braços
Sustentada com sangue Guerreiro
Do contrário / Quem é que traria /
O som Deste / Balanço costeiro
Rituais Danças e Cantorias /
E Alegria a girar nos terreiros
Jêguedê / Caxxixi / Jongo / Lê /
Zabumba /
Imgomê / Candomblé / Tumbadora /
Bamba
Rumpi / Caxinguelê / / Xaque - xaque
/ Ngungá /
RIpinique / Batuque / Pandeiro / Congada...*
(/ Rum /)
Afoxé - Quimbôto -
Baiani - Quimbête -
/ - Gã - Maxixe - Batá
- Canzá - Bombo - Agê
Caribó, Birimbáu - Bongô - - Bambá -
Djambê / -
Kalimba -
Kisange - Hungu - M’bolumbumba -
Aiê*
Alusão à Costa Doce ( costa brava ),
e as influência Afro na região. A história e o sofrimento do homem negro
criando uma região com o próprio suor e os braços à custa de cativeiro...!!! E,
nomenclatura Aferos, sinalizando, comidas, bebidas, festas, rítimos, e instrumentais Afros...
Rio Guaíba
Navegando o Rio Guaíba,
Ilhas, Morros, Casarios
Armazéns e Cais do Porto
Na Paisagem, Grandes Navios
Agressões Instituídas
Sob Os Faróis Da Costeira
Impérios Mancham Tua Águas
Ferem Tua Brisa Praieira
Nas Veredas Pra Itapuã
A Luz Da Aurora Fascina
Desponta O Sol Na Manhã
E O Dia Azul Te Alucina
Canta E Decantam As Tuas Margens,
Iludindo As Almas Despreparadas,
Vão Apagando Do Espirito Crítico,
As Tuas Águas Alteradas.
Gastam Milhões Decorando Tua Orla
Com Monumentos Pra Distrair
Tolos
Enquanto Lucram Bilhões Em Divisas
Vão Te Afogando No Lodo
Projetam Praças, Teatros, Mirantes
Passeios E Quadras De Esportes A
Gosto...
E As Passarelas Pra Andar Sobre Às
Águas
Enquanto O Rio É Um Esgoto.
Anoiteço..., Velejando...,
Amanheço...!
Parte II
Lembro As Praias Do Guaíba
Os Teus Verões Coloridos
Multidões Povoando Areias
Visitantes Comovidos.
Hoje Os Raros Pontos Livres
Vendem Quais Fossem Normais
E Escondem Tuas Praias Mortas
Nem Nos Mapas Constam Mais
Nas Veredas Pra
Eldorado
O Por Do Sol Te Encanta
O Céu Todo Matizado
Em Multicores Te Emanta
Contrapartidas, Permissividades
“Custo Maleficio”, Negócios Discretos...!!!
Enquanto Agridem O Teu Corpo Líquido
Vão Te Enganando Em Concreto...!!!
Espertalhões Te Decretando (Um
Lago),
Driblando Leis Em Lobbies E Assédios,
Vão Liberando O Ramo Imobiliário,
Pra Te Embretar Entre Os
Prédios...
Mordaças, Olhos Brancos, Ouvidos Moucos,
Caras De Paisagens E Vendilhões
Capachos Servis E Vis Empresários
Te Espoliando Em Leilões...!!!
Anoiteço..., Velejando..., Amanheço...!!!