O Domador e a Razão 29
Otacilio Lopez Alves
Valendo
1)- Potro puro de sangue selvagem
Não se entrega assim para as regras
Se Sustenta ao calor da refrega
Não se aparta assim da paisagem
Se empina, pula, bandeia
Faz rodopios, negaceia
Atira o lombo na areia
E o domador perde a viagem:
Será que existe maior beleza
Que aprender com os tombos da lida
Que compreender que a própria vida
Doma os fracos, também os tiranos
E quem se achava mundano
SE Viu não ser quem pensava:
O domador que Montava
Sem Escolher O Bagual
No fundo a todos igual
Um peão pra lida domado (amansado)
Pelo patrão cabresteado
Num redondel racional
2)- O Peão se rolando na poeira
Se espantou com o tombo em meio rito
Em deboche empinou-se o proscrito
E Se exibindo, “ ganhou o mundo”
Tudo se passa em segundos
O pião Reflete o seu mundo”
E em lampejos profundos
Se Indaga E derruba o Mito”
Será que existe maior beleza
Que aprender com os tombos da lida
Que compreender que a própria vida
Doma os fracos, também os tiranos
E quem se achava mundano
SE Viu não ser quem pensava:
O domador que amansava
Selvagens E aporreados
Se estranha e pensa intrigado
Reconhecendo suas penas
Se perguntando o ventena
Se é Domador, ou Domado?
3)- Não há potro que nunca derrube
Não há domador o qual não caia
Mesmo assim, há quem canta na raia
E faça da doma a onipotência
Mas pra quem tem experiência
Traz bem claro na consciência
Que a doma é uma ciência
Também Sujeita à falhas
Será que Existe maior beleza
Que aprender com os tombos da lida
Que compreender que a própria vida
Doma os fracos, também os tiranos
E quem se achava mundano
Se Viu não ser quem pensava:
E O domador que amansava
Segundo às Leis da Paixão
Caiu em si como Peão:
E Indagando-se o domador
Domando consciência e dor
Domado Pela razão
Nenhum comentário:
Postar um comentário