Rio
Guaíba
Navegando
o Rio Guaíba,
Ilhas,
Morros, Casarios
Armazéns
e Cais do Porto
Na
Paisagem, Grandes Navios
Em Agressões
Instituídas
Sob Os Faróis Da Costeira
Impérios
Ferem Tua Águas
Mancham
Tuas Margens Praieiras
Nas
Veredas Pra Itapuã
A
Luz Da Aurora Fascina
Desponta
O Sol Na Manhã
E Um
Dia Azul Te Ilumina
Embelezamentos
Em Tuas Margens,
Encantando
As Almas Despreparadas,
Vão
Apagando Do Espirito Crítico,
Tuas
Praias Interditadas.
Espertalhões
Te Decretando (Um Lago),
Driblando
Às Leis: Trocas, Lobbies, Assédios,
Vão
Liberando O Ramo Imobiliário,
Pra
Te Fechar Entre Os Prédios...
Mordaças,
Olhos Brancos, Ouvidos Moucos,
Caras
De Paisagens De Vendilhões
Capachos
Servis De Grandes Empresários
Te
Espoliando Em Leilões...!!!
Anoiteço...,
Velejando..., Amanheço...!!!
Parte II
Lembro
Multidões Nas Praias
Os
Teus Verões Coloridos
Gente
De Todos Lugares
Os
Olhares Comovidos.
Hoje
Os Raros Pontos Livres
Vendem
Quais Fossem Normais
E Escondem As De Praias Mortas
Que
Nem Nos Mapas Constam Mais
Nas
Veredas Pra Eldorado
O
Por Do Sol Te Encanta
O
Céu Todo Matizado
Em Multicores Te Emanta
Artimanhas Em Ornamentações,
Mesuras, Favores E Gentilezas...!!!
Quando
Escarram Dejetos Em Tuas Águas
Acumulando
Riquezas...!!!
Gastam
Milhões Decorando Tua Orla
Em Lindas
Obras Pra Distrair Os Tolos
Enquanto
Lucram Bilhões Em Divisas
Te
Afogando No Lodo
“”Parabéns””
Pelo Avesso Sucesso,
Em
Apagarem Das Passivas Memórias,
O
Verso Lindo E Encantado Da História,
Impondo
O Feio E Perverso.
Anoiteço...,
Velejando..., Amanheço...!!!
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