quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Lagoa Do Sol X

 

 

 

 

 

 

 

Lagoa Do Sol XI

Mar De Dentro

Para Ensaiar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Fotógrafa

(Minha)

O Meu Amor

Foi Buscar O Sol

As Cores Das manhãs

Os Seu Pezinhos Na Areia

As Ondas Beijam Seus Rastros

 O Vento Canta Pra Ela

Sussurros, Segredos, Murmúrios, Desejos.

A Brisa Nos Teus Cabelos

O Teu Sorriso Em Apelos

O Teu Olhar Em Desvelos

A Tua Trilha Em Novelos...!!! Amor....!!! Amor...!!! ...!!!!

 

 Parte II

O Meu Amor

Foi Buscar O Sol

As Luzis Das Manhãs

 

O Sol É Um Deus Em Diamante

Num Halo E Cores Vibrantes

Vem Pra Se Encontrar Com Ela

Beleza, Faz Lume, Sublime, (Princesa), Grandeza,

No Céu Pintou Um Arco Iris

E Coloriu Tuas Iris

Por Onde Tu Queres Ir

Em Outro Mar  Residir

Se Aventurar, Descobrir....!!!!

Parar, Olhar E Curtir

Sonhar, Fazer (E Sorrir), .

Brincar, Pintar Colorir...!!!

Dizer, Indagar, Ouvir

Dançar, Cantar E Existir

 Eu Vou...!!! .Eu Vou...!!! Eu Vou....!!!! Eu Vou...!!! Amor...!!! Amor...!!! Amor...!!!

 

Esta Letra Tem Como inspiração e, como musa, uma arquiteta paisagista profissional e fotógrafa amadora, amiga minha, que faz um trabalho fotográfico sobre a Lagoa dos Patos há anos...!!! Pedi Permissão a ela para chama-la de meu amor, por questão estética literária...!!!

 

 

 

Alto Camaquã

(Tomos IV)

(Do Airton E Minha)

 

 

 

Paredões barrancas matas

Cascatas e Afluentes

Entalhes de vento e águas                         

Doces e Bravas correntes

 

Esculturas nos lajeados

Águas se abrindo na proa

Corre o rio emparedado

Murmura, Borbulha E Troa

 

 

Pescador Volto Povo

Cansado Da Alegoria

Esperando Um Novo Dia

Louco Pra Cansar De Novo

 

As Plantações Apendoam

Crescem Em Solo Virado

Milhos Louros No Roçados

Cozinhas Cheirando Á Broas

 

 

 

 

 

 

 

Sangas córregos e  fontes

De águas puras cristalinas

Em azul de turmalina

Formam  as  tuas vertentes

 

Aberturas E Clareiras

Praias De Areias E Montes

Corre O Rio Pro Horizonte

Rochedos Várzeas Costeiras ( Ribeiras)

 

 

Intervalo

A Canoa Deslizando

A Piracema Presente

Sob As Águas Transparentes

Os Peixes Livres Nadando

 

O Passaredo  Cantando

Primavera Aos Rebentos

Pólen Semeados Aos Ventos

As Abelhas Trabalhando

 

Esta Letra é de uma época em que, o Airton mandava-me material literário e fotográfico sobre o Rio Camaquã, para que eu transformasse em música e versos . Trata-se de uma descrição do alto Camaquã, geográfica paisagística e humana=-´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´...!!!

 

 

 

 

 

Nas Curvas Das Enseadas

(Camaquã Tomos V)

(Minha)

Descendo O Arroio Lindo

À Sombra Dos Ingasais

Passa Correntes Remansos

Entre Os Raios matinais

 

As Garças Brancas Esbeltas

Rubros Esguios Jaçanãs

Faz Barra O Camaquã

A Canoa Cruza O Delta

 

Refrão

Nas Curvas Das Enseadas

Vou E Volto Na Genoa

Vida DE Pescador Pobre

Pobre Mas De Vida Boa

 

Na Lagoa Eu Ganho As Vagas

Abre Uma Clareira O Mundo

Azul No Espelho Profundo

Unindo Os Céus E As Aguas

 

La Fora Eu Solto O Grito

Me Encontro Me Alço Voando

Navegando O Infinito

Eu Ganho Tempo Sonhando

 

 

 

 

 

Refrão:

Nas Curvas Das Enseadas

Vou E Volto Na Genoa

Vida De Pescador Pobre

Pobre Mas De Vida Boa

 

 

Em Busca De Uma Revessa

 Vou Deitar Acampamento

Fogo De Chão Ao Relento

A Lua Surgindo Inteira

 

As Três Marias Na Alçada

Chuvas De Estrelas Cadentes

A Boieira No Levante

O Sol Fazendo Alvoradas

 

Rede De Mão Repassada

Volto Pra casa Contente

 

 

Descrição sobre a vida de um pescador que vive próximo à foz do rio Camaquã e desce velejando até a lagoa para pescar. Um personagem que vive longe das apelações das grandes cidades, mesmo das pequenas... Em sua comunidade local. É pobre, mas é feliz pescando e observando a natureza e levando para caso o sustento de sua família.

 

                                                                          

 

 

 

Entre as Águas         19

 

(Do Cláudio E Minha)

 

Na enseada do rincão

Quando maio aparecia

Pelas frestas do Galpão

Junho já se pressentia

 

Gente colorindo os campos

Colheitas nos cebolais

Brisa assoviando nas dunas

Ondulando os arrozais

 

Branca areia terra boa

Preto Barro pantanal

Claros olhos corpos pardos

Águas doces / Ondas e sal                                                         

 

Corações temperados

Cheiro de mar gosto de Sol

Verões de amores n’areia

Flertes banhos no pontal

 

Ao Partir dão-se as mãos

Enlaçam-se aos abraços

E o beijo cai no compasso

Balanço do coração

 

 

 

 

Parte II / 19

 

Réstias trançadas nas mãos

Peixes frutos maresias

Barco redes cais e porto

Mar-revolto Calmarias

 

Lindas Nativas, Trigueiras

Casadouras suspirando

Os seus bravos marinheiros

Pro alto mar embarcando

 

De mãos dadas a até o porto

Confundidos pela dor

Eles voam olhar longe

Preso solto sonhador

 

Elas ardentes risos sábios

Peito perto puro amor

E vão murando a os lábios

Versos d´agua mares em flor

 

Ao partir dão-se as mãos

Enlaçam-se aos abraços

E o beijo cai no compasso

Balanço do coração

 

Descrição da vida cotidiana agro pesqueira da região de Tavares, Bujurú, Rincão e São José do Norte. Os jovens partindo para trabalhar no mar em navios no porto de Rio Grande, despedindo-se das meninas nas estações locais, e cais de pequenos portos costeiro...

 

 

Gurizito 20

                

(Cláudio E Zé Claudio) 1971

 

Gurizito te garanto

Homem grande parece

 

As calças remangadas

Nos joelhos remendos

Pra canga

A boiada trazendo

 

Com passos firmes

Tocando a quarteada

O Arroz No Cacho

Em Fechos nas carreteadas 

 

Teu grito é decidido

Teu olhar é muito duro

Gurizito te asseguro

Não vives qual um Menino

 

O teu andar tem destino

Mas teu pensamento é puro

Gurizito te asseguro

Não vives qual um menino

 

Nunca soube o que é brincar

Tua vida é trabalhar

Trabalhar é tua vida

Nunca soube o que é brincar

 

Parte II /20

 

Gurizito te garanto

Homem grande parece

 

Os pés descalço

Quebrando a geada

Queixo tremendo

A mão preparada

 

As mangas regaçadas

O corpo sofrendo

No duro corte

Do Arrozal que vai colhendo

 

Teu grito é decidido

Teu olhar é muito duro

Gurizito te asseguro

Não vives qual um Menino

 

O teu andar tem destino

Mas teu pensamento é puro

Gurizito te asseguro

Não vives qual um menino

 

Nunca soube o que é brincar

Tua vida é trabalhar

Trabalhar é tua vida

Nunca soube o que é brincar

 

O Cláudio e o Zé Claudio fazem uma incursão literária musical ao trabalho infantil nas lavouras de arroz (cujo eles mesmo foram vítimas) , comum nos tempos antigos, e até mesmo recentes...!!!

 

 

 

Camaquã Tomos III

(Minha)                                                                        

 

Cantando o tempo voa

Junto ao Sol abro as manhãs

Serestas de araquãs

Cravinas cantando à toa

 

Cascatas Caindo Em Chuvas

Barrancas, Ramos Pendentes

Cachos De Amoras, E Uvas

Algazarra Nas Vertentes

 

Parte II

As Perdizes Mariscando

A granada das Milhãs

Perfume dos Guatemãs

Rio de correnteza boa

 

Quanto Canta Seriemas

Dourados Sobem Correntes

Vão Em Busca Das Nascentes

No Ciclo Da Piracema

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Compassos, Rodas, Balanços

E O Terreiros Pra Dançar,

Lavrar, Semear E O Descanso

Colher, Viver E Cantar....

 

Vozes tristes / De quilombos

Cantigas de antigas heras

Sanfonas, violas / E Bombos

Nas Margens longas esperas

 

 

Outro resultado literário musical dos textos, depoimentos e fotografias que o Airton me mandava do Rio Camaquã. Descrição paisagística geográfica (com exemplos da flora e fauna local), Vestígios de quilombos extintos e,  de um aldeão ribeirinho do alto Camaquã, que sobrevive da pesca e de pequenas plantações de subsistência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lambari                 18

(minha)

 

Calça curta rosto trigueiro

Isca boa no samburá

Caniço e anzol lagoeiro

Guri por aí vai pescar

 

A linha correu lambari bicou

A boia afundou caniço a vergar

O anzol fisgou guri a puxar

Lambari ficou na água

 

A linha correu lambari bicou

A boia afundou caniço a vergar

O anzol fisgou guri a puxar

Lambari saltou pra terra

 

Boné virado olho matreiro

Pés descalço pisando a areia

Caniço e anzol lagoeiro

Guri por aí vai pescar

 

A linha correu lambari bicou

A boia afundou caniço a vergar

O anzol fisgou guri a puxar

Lambari ficou na sanga

 

A linha correu lambari bicou

A boia afundou caniço a vergar

O anzol fisgou guri a puxar

Lambari saltou pra terra

 

O Menino costeiro peralta, que já vai pescar sozinho nas sangas e, o primeiro peixe que ainda pequenino puxou das águas...!!!

 

Minuano                 17

(Minha)

 

 

Vento Minuano / Um guerreiro

Não teve pai / E nem mãe

Chega vagueando / Nos pagos

Encorujando as manhãs

 

Nas previsões / Das chegadas

Vem e surpreende / O teatino

Montado ao próprio Destino

Sem Partidor ou parada

 

Vento Livre  / Vento bravo

Não Guarda  /  Nem dia

Chega tropeando / A invernia

Atravessando os rincões

 

Chega assoviando de longe

A Paisagem  todo acena

Vem tilintando as chilenas

Brincando com os corações

 

E a serenata encantada

Invade as frestas dos galpões

 

 

 

 

 

 

Parte II / 17

 

Vento Minuano Qual Fantasma

A noite ronda os braseiros

Soprando treme o pago inteiro

Rugindo assombra as madrugadas

 

Gemendo Qual alma Penada

Entre paredes e telhados

Arpejando os alambrados

Canta e desnuda as ramadas

 

Vento Livre / Vento bravo

Que não tem hora / E nem dia

Chega tropeando / A invernia

Atravessando os rincões

 

Chega assoviando de longe

O Paisagem  toda acena

Vem tilintando as chilenas

Brincando com os corações

 

 E O Vento Assim Chega Do Nada

Incendiando As Paixões...

 

Cantiga inspirada em um vento minuano que, no inverno de 96, assoviou, gemeu, rugiu  em Tápes uma semana sem parar. Naquele ano fomos morar num descampado aberto, sem abrigo nenhum. Minha Enteada ainda menininha não dormia à noite por que pensava que era um fantasma gemendo na volta da casa. Então sentamos à beira da cama e contamos  a ela que alí, estava assoprando  o nosso amado e frio  vento minuano

 

 

 

 

Barquinho De Lata       16

(Inspirado Em Tema De Pedro Ivo Dapper)

Camaquã 1991

 

(Minha)

 

O cordão rebentou, ai...!

Estou aqui sozinho

Meu Deus Não sei nadar

Desprendeu meu barquinho

 

Meu barquinho de lata

Que eu ganhei pra brincar

 

Um Repuxo Bateu

Meu barquinho Colheu

E Eu Não Pude Alcançar

 

Vai Subindo As Ondas

Vai Descendo As Vagas

Já Não Pode Voltar

 

Meu Barquinho A Deriva

Vai Nas Correntes Vivas

E Eu Soluço A Chorar

 

 

 

 

 

 

 

Alguém pra me ajudar aí...!

Estou aqui sozinho

De A mão pra Buscar

Desprendeu meu barquinho

 

Meu barquinho de lata

Que eu ganhei pra brincar

 

Vento terra Soprou

Meu Barquinho Levou

Eu não pude alcançar

 

Vai Subindo As Ondas

Vai Descendo As Vagas

Já Não Pode Voltar

 

Meu Barquinho À Deriva

Vai Nas Correntes Vivas

E Eu Soluço A Chorar

 

Escrito, em 1991, para compor à parte infantil do Estações Das Águas.

 Pedro Ivo Dapper, percursionista dos Tápes, Já tinha escrito um texto sobre este brinquedo infantil que (centrado no feitio), os pais na época faziam de latas de azeite para os meninos brincarem à beira da lagoa, puxando com um cordão...!!! Aqui, resolvi , não sei por que razão, dar uma conotação um pouco dramática, acho que, para enfatizar os elementos como Vento-Terra, o Repuxo, as vagas, as Ondas, as correntes e, as relações (qual uma pintura poética), do menininho que se encontra só a beira da lagoa, lutando com estes elementos que, indiferentes ao seu sofrimento, lhe roubam o barquinho.....!!

 

 

 

Proeiro                    14 

(Minha)

 

 

Linha de fundo e espera

Anzol empate e chumbada

Carretilha corredeira

Caniço de estirada

 

Fateixa espinhel fieira

Boia de cortiça atada

Mão pra fisgada certeira

Braço bom pra tarrafada

 

Homens de popa e carancho

Proeiro destes costados

Entre sol e frio navegam

Céu aberto Céu fechado

 

O suor cai entre as águas

O peixe some nas salgas

E assim vão pescando a lagoa

Com suas mãos pescadoras

 

Cordas parelhas de redes

De pontos e malhas variadas

Malhas singelas solteiras

Feiticeiras entrelaçadas

 

Cascos e bordas inteiras

Leme bom proa elevada

Quilha e popa despacheira

Mastro Adriças Velas içadas

 

 

 

Parte II

Homens de popa e carancho

Proeiro destes costados

Entre sol e frio navegam

Céu aberto Céu fechado

 

O suor cai entre as águas

O peixe some nas salgas

E assim vão pescando a lagoa

Com suas mãos pescadoras

 

Na entre safra do peixes

Pescam de estivadores

Atracam nas construções

Remam o chão, são lavradores

 

Nas marés nas invernadas

Nos remansos dos potreiros

Navegam nas gineteadas

São pescadores campeiros

 

Homens de popa e carancho

Proeiros destes costados

Entre sol e frio navegam

Céu aberto Céu fechado

 

O suor cai entre as águas

O peixe some nas salgas

E assim vão pescando a lagoa

Com suas mãos pescadoras

 

Proeiro É O empregado do barco de pesca. Carancho, o comissionado, homem de popa: O dono da embarcação.

Descrições sobre ferramental e barcos de pesca e, as relações do homem costeiro pescador com o seu trabalho e a dureza do dia a dia embarcado... As relações econômicas com o patrão (embarcados no mesmo dilema),, o comprador do pescado dono das modernas câmaras De Gelos para armazenar o pescado (antigas salgas), em muitos lugares ainda hoje chamadas assim...!!!

 

 

Velho Duca  “Água doce"  13

(Minha)

 

Rabanada de dourado

Batendo no Espinhel

Bagre Cambando a os punhados

Subindo com as marés

Bem aqui neste costado

Aí mesmo onde dá pé

 

Mastros velas mestras bujas

Bordejos panejos ventos

Horizontes no Traquete

Larga escolha na mezena

Lagoa linda limpa e livre

Águas claras brisas puras

 

Meu coração de água doce

Balança o Balanço do mar

Ela hoje se aprontou

Com jeito de quem vai navegar

 

Na água cai me encharquei

Na areia saí pra enxugar

O sol fez meu frio aquecer

Alua minha febre baixar

 

Um Barco levou meu amor

No porto fiquei a chorar

O vento escutou minha dor

A brisa acalmou meu penar

 

Velho Duca moço / Fala lembra

Moço Duca velho / Lembra fala

 

Parte II / 13

 

Voga Grumatã piava

Riscando as Calmarias

Mantas de birú bem cedo

Tainhas que reluzia

Abrindo junco logo ali

Por esta luz que me alumia

 

Pescador de pé na popa

Lugares prontos pesqueiros

A lua clareando as velas

Cantigas com o parceiro

Olhos longe riso perto

Lago dono Lago Inteiro

 

Meu coração de água doce

Balança o Balanço do mar

Ela hoje se aprontou

Com jeito de quem vai navegar

 

Na água cai me encharquei

Na areia saí pra enxugar

O sol fez meu frio aquecer

A lua minha febre baixar

 

Um Barco levou meu amor

No porto fiquei a chorar

O vento escutou minha dor

A brisa acalmou meu penar

 

Velho Duca moço / Fala lembra

Moço Duca velho / Lembra fala

 

 Canção inspirada em depoimentos de um velho pescador, nosso conhecido, o Duca... Que, discorria sobre os antigos tempos de pesca: lagoa (linda, limpa, e livre), tempo em que não se precisava de barco para armar redes, entrava-se com a rede até onde dava pé e pronto...!!! O Barco só era usado para levar o pescado para a cidade de Rio Grande para ser exportado, ou levado para cidades para o interior, onde não havia pescado......!!!

 

 

 

 

Rio Da Vida       08

(Minha)

 

Quem caminho sobre as águas /

 É chamado pescador

Pesca a dor e toda a mágoa / 

Só não pesca a própria dor

 

Cada mágoa que levanto      /   

 São penas que faz doer

Ilusões sonhos encantos      /    

 É o que resta pra viver

 

Olhei com os olhos rasos      /  

   No fundo das águas claras

No espelho fez redondilhas    /   

 Mergulhou uma Iara

 

Joguei um ramo de Ipê       /     

  Roxo de amor e carinho

Matreira me desdenhou  /          

 Fiquei na margem sozinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parte II

 

Tenho o céu enluarado       /      

Sobre a ponta da Genoa

Peixes de Pratas, Dourados   / 

 Sob o casco da canoa

 

Vai canoa contra as águas    /  

 Vem  as águas contra o vento

Sopra o Vento a meu favor    /   

Acalma meu Sofrimento

 

Distante do bem querer     /      

 Da sopros no coração

Corre nas veias saudade     /  

  Arde nos olhos paixão

 

Partidas que não tem hora     /  

Caminhos a se estender

Regressos que faz demoras  / 

 Distâncias para vencer

 

 Tema Desenvolvido apenas como  propósito musical literário...!!!

 

 

 

 

 

 

Albardão         09

Copiar

 

A noite desce serena         /    

Sob o clarão do luar

Sinto cheira de açucena     /    

Meu bem está pra chegar

 

Estrela d´alva apontada      /        

Brilha qual o teu olhar

Qual mãe D’água Iluminada   /

 Pela noite a levitar

 

Sou Garimpeiro de sonhos

Sou madrugador Atento

Chuva de estrelas caiu

Na praia do Pensamento

 

Sou Contador de estrelas

(Do Farol )Faroleiro( do Albardão

Há Noites que às vezes caem

Estrelas para encher as mãos

 

Longe mas ligado a tudo

Em ondas curtas no fundão

Eu ouço as vozes dos homens

E geme meu coração

 

Ponteio a viola rasa

Com sentimento profundo

E canto a moda da casa

O Sofrimento do Mundo

 

 

 

Parte II / 09

 

Voou uma pena das pontas    /  

  Das asas do Minuano

Que pousou assobiando     /       

 Na noite que já desponta

 

Braseiro brilha ardendo      /      

 Aquecendo a solidão

La fora o vento Gemendo       /   

 Parece uma assombração

 

 

Garimpei fazendo contas    /        

 Estrelas pra este, pra aquela

As mãos cheias contra o peito  / 

 A mais linda; é só para ela.

 

Sou Contador de estrelas     /   

  ()Do Farol(   )Faroleiro(* do Albardão

Há noites que às vezes caem   /

  Estrelas para encher as mãos

* - Entre parentes invertidos as possibilidades estão abertas.

 

Longe mas ligado a tudo

Em ondas curtas no fundão

Eu ouço as vozes dos homens

E geme meu coração

 

Ponteio a viola rasa

Com sentimento profundo

E canto a moda da casa

O Sofrimento do Mundo

 

 

 

O Lenhador        07

(Minha)

 

 

 A balsa desse pesada / Leva Madeira de lei

 Das matas do Camaquã / Pra alguém ter vida de rei 

 

Cada tora que Derrubada /  Doe em Lúcio o lenhador

No rancho lhe esperando / Três filhos e o seu amor

 

Sua razão inocente / Não Tem Perguntas,  nem respostas

Só sabe que sente, o que sente /  Na Imposição que não gosta

 

Ganhando a vida no braço / Na roça não Teve enxada

No campo não sobrou laço / Na Povo/ não Achou nada

 

AS mãos fortes calejadas / Feita Ao peso do trabalho

Afiou o seu machado /  E na miséria deu um talho

 

 

A balsa segue serena / Nas curvas  do Camaquã

Perfumando suas penas / Cedro, Angico e Tarumã

 

Saudade lhe fez doente / O peito Arde em brasa

Cuidados com sua gente / Precisa rever sua casa

 

 

 

 

 

 

Parte II / 07

 

Não compreende o que se passa / Vai sofrendo o tempo todo

Não confessa suas mágoas / Para não se passar por Tolo

 

Longe de tudo e de todos / A noite dorme ao relento

Cozinha em fogo de chão / Café de chaleira a o vento

 

Não Lhe Sobrou horizontes / Só vê o mato fechado

Abre caminho pras fontes / Clareiras com seu machado

 

O Chefe quer resultado / O patrão pagando pouco

Mas pra quem arca os pecados / Muito vale alguns trocos

 

De sol a sol eito a eito / Não tem dia não tem hora

Nem descanso nem direitos   / Se adoece, mandam embora

 

Então pensa o que  se passa  / Vê o corte, Ouve o tombo

Os Olhos Choram A devassa / Ouvidos  Tremem Com Estrondos|

 

Não Se Põe  Indiferente / Mas Só lhe sobrou esta lavra

Precisa mudar  de oriente / A Visão Lhe Queima Em Brasas...

 

Moço bravo e de respeito / Olhos Brando, Jeito Franco

A Barba descendo ao peito / Cabelos  abaixo dos ombros

 

Depoimento de um velho pescador que foi lenhador, e trabalhou na década de 60 nas matarias do Camaquã...!!!

 

 

Defeso                06

(Minha)

 

 

Leste sopra de tufão /  Vai fechar a temporada

É o fim da estação / Enrola a tralha moçada

 

Que o mar não está pra peixe / Me contou uma Sereia

Quatro luas fora d água / De sol a sol na areia

 

Barco rolado pra terra / Pra obras no "Espraiado"

Ipê Roxo Nas Cavernas / Cedro Rosa nos costados

 

Pau ferro tranca travessa / Com guajuvira encaixado

Suporte e Banca bem forte / Motor de centro aprumado

 

Reservas De Um Santuário / Ambiente Confrontados

Expostos a predadores / Precisam ser preservados

 

Verão queimando na areia   /  O trabalho vem dobrado

Redes tecidas às mãos /  Feita Em Tipos Variados

 

A Deriva, Meia Água, De Fundo Em Ponto Laçado

Malhas finas , malhas grossas / Grade Em  laços transpassados.

 

Defeso,  reprodução / Vidas, ciclos renovados

Chegando A Piracema / Entram Cardumes pesados

 

 

 

 

 

Parte II / 06

 

 

Vento Batendo na cara / Chuva Tocada guasqueando

Ultima Pesca da safra / Sobe o peixe transbordando

 

Dou a largada para casa / Minha gente está esperando

Se o barco tivesse asas / Voltava agora voando

 

Barco rolado pra terra / Pra obras no Espraiado

Ipê Roxo Nas Cavernas / Cedro Rosa nos costados                           

               

Pau ferro Grápia taúba / Com guajuvira encaixado

Suporte e Banca bem forte / Motor de centro aprumado

 

 

Madeira de lei Moldada / Metal em Bronze Forjado

Jamar Novinho em folha / Há muito tempo sonhado

 

Salvas vidas na espera / O convés bem preparado

Com tabuas de polegadas / E corrimão no tosado

 

Parelha Nova Zarpando / Proeiro bom no costado

Sinal de nova estação / Com cheiro bom de pescado

 

Período em que os pescadores cessam a pesca em respeito aos ciclos reprodutivos que ocorrem na lagoa. Então aproveitam para rolar o barco pra terra, para repará-los, para a safra seguinte...!!! Aqui hás uma descrição de um barco pesqueiro, da pesca artesanal...!!!

 

 

 

 

Vento Popa / Proa Mar 04

 

(Minha)

 

 

Quando saio mar a fora

Me dói ver ela ficando

Eu Levo a vida partindo

E ela a vida esperando

 

Quando chego dos confins

No seus Braços peço auxilio

Eu traga a vida pra ela

E ela a vida pros filhos

 

Assim a finco suando

Deste jeito vamos indo

Às vezes nos confundindo

Em outras nos apartando

 

Os filhos vão nos chegando

Nosso barraco encolhendo

De vez em quando  Sofrendo

E vez por outra Cantando

 

 

 

 

 

 

 

 

Parte II / 04

 

 

Vamos juntos insistindo 

Velhos Crianças e moços

Num Dia as águas se abrindo

Noutro fechando o mar grosso

 

Pano  de Mastro ao Vento

Motor de Centro Bufando

O velho Bote Singrando

A Tralha É Só Remendos

 

Entre sonhos de menino

Teço redes a pensar

Embrenhado no destino

De pescar e navegar

 

Navegando amiúde

Vento popa proa mar

Eu Rezo a deus por saúde

E resto A LOGOA dá.

 

Pescador, relado, pobre, do perímetro urbano, que sofre com os apelos consumistas, com as agruras do trabalho, a escassez de peixe, o barco velho, o motor batendo, a tralha remendada, os filhos surgindo, o barraco apertando, a companheira lhe ajudando e vai indo...!!!

 

 

 

 

 

 

 

Mar De Dentro          03

 

(Minha)         

 

A costa toda deserta  /  O vento que nunca para

O sal salpicando as mãos  / O sol açoitando a cara

 

Habitantes reunidos  /  Nas casas e nos galpões

A reparar os seus corpos  / A remendar arrastões

 

Tem nativa na janela  /  Descendência portuguesa

Pelo duro bom de cela  /  Mouro que conta proezas

 

Tem morena da Angola  /  Tem retinta da Guiné

Tem criolo bom de bola  /  Tem nego que diz no pé

 

 

 

Parte II / 03

 

Os povoados esparsos  /  Acomodados nas dunas

Casas de madeiras ralas  /  Carcaças cascos de escunas

 

Raras árvores para sombras  /  Cacimbas rasas pra cede

Junco batido é telha  /  Tábua De Nó é parede...

 

 

 

 

 

 

Tem candombe no terreiro  /  Come e bebe no quintal

Festa para o orixá guerreiro  / Terno de reis no portal

 

Preto Velho pai de santo  /  No congá é batuqueiro

A Mãe Preta Canta  Pontos  /  Por negro e branco costeiro

 

 

 

Parte III / 03

 

Sol nascente além mar  /  Poente terras além

Doces águas em Belém  /  Em São José,  Lagamar

 

Se estende os casarios  /  Com ruas, praças a o centro

E descem cercando a Barra  /  Deságua o Mar De dentro

 

Tem Da ilha da Madeira  /  Tem das Ilhas de açores

Benzedeiras e Parteiras  /  Artesões Navegadores

 

Carpinteiros e ferreiros  /  Portos cidades praianas

Armazéns e estaleiros  /  Embarcações Lusitanas

 

Tema Descritivo Das regiões costeira da Lagoa dos patos, com forte influência Afro-Portuguesa...””!!! Os Legados culturais  dessas Influências

 

 

 

 

Canto Triste          02

 (Do Cláudio E Minha)

        

Amanhã água  /  Vem mansa     

Fala o vento  /  Do outro lado

Este canto  /  Beira d’água         

No mundo   /  Tá ancorado

 

Tá ancorado  /  No mundo          

Este cantador  /  Arpoado

 

Navegando  Eu vou / 

Corpo solto  Aproado

Dunas brancas Roncador   /

 Sol nascendo  Do outro lado

 

Parte II

 

Aves, Bichos Peixes  /  Ao sol das manhãs

Somem dos céus 

Dos campos,  Das águas 

Dos  Abrigos Das encostas     

De Rio Grande  /  A Itapuã

 

Lagoa  /  Roga Bons bons tempos

Pra Protetora  /  Inhansã

 

 

 

 

 

 

 

Navegando eu vou  /

  Corpo solto aproado

Alagadas, Rolador  /

 Arco-íris do outro lado

 

 

 

Parte III

 

 

Eu canto Triste  /  Pelos juncais

Nas enseadas  /  Nos areais

E voam barbas  /  Nas Figueiras

E douram cachos  /  Nos butiazais

 

E abrem flores as corticeiras

E acenam palmas os coqueirais

 

Navegando eu vou  /    

Barco solto aproado

Noites Claras Desertor /

Lua Cheia do outro lado

 

Lua cheia Desertor   /  

Chove estrelas do outro lado.

 

 

As relações do homem crítico com a natureza lagoeira, com a ameaça, principalmente à fauna local, e descrições de lugares...!”!””!

 

 

Costa Brava            01

(Do Silvio Rebello E Minha)            

 

 

 

Costa Negra,  Costa Brava / Costa a fora, Sol em Chamas

A Beleza Nas Paisagens /  Apaga a história Humana

 

Olhos Banzos / Rios no rosto   /  Cruz Pesada / Pra levar

Braços Tesos / Canto rouco   /  Correntes / Para arrastar

 

Pés Leviano / Trilho Tosco   /   Lavrar, Plantar / E colher

Marcas No Peito / E No Dorso   /    Eirar, Debulhar / Moer

 

Mas Ninguém / Faz cativo A memória  /  Há  Lembranças

 Ao redor dos braseiros / Velhas Lendas desde  ancestrais

 Da Mãe África  viéram em Tumbeiros

 

A história dessa Nação nos braços /  Sustentada com sangue Guerreiro

 

Do contrário / Quem é que traria  /    O som Deste / Balanço costeiro

Rituais Danças e Cantoria  / E Alegria a girar nos terreiros

 

Tamborim / Agogô / Bangulê / Cangerê /   Bambulá / Atabaque  / Birimbau / Bambaquerê /  Batucar /

 

Bendenguê / Axexê  / Quicumbi / Candonbe /Caxanbú  /

Adjá  / Xiba  / Alujá / Adarrum / Ginga / Lundu*/  

 

Maçanbique / Ngungá / Milonga / Samba/ Afoiê /  

Urucungo /   Marimbau / Maracatu / Xequerê /

OOOOOOOô IÊ

 

Rocumbo / / Ijexá / Ingomê  / Puíta / / /  / Samba*  

Ingomê / Cacumbo Xiba   / Cucumbí /

 

 

Parte II / 01

 

Costa Doce / Brava costa  / Costa A Fora, Chão Praieiro /

Sangue suor e trabalho  /  E Gente no Cativeiro

 

Corpo Gasto / Fardo Grosso   / Lavouras / E redondesas

Rastro fundo / Peso Morto  /  Desde a Terra / O pão na mesa

 

Grilhões para os  tornozelos /  Kanga de chumbo nos ombros

Tranca De ferro, Senzala  / Marca fujão pros Quilombos

 

Mas ninguém / Faz cativo A memória   / Lembranças   / Ao redor dos braseiros

Velhas Lendas  desde ancestrais /  Da Mãe África viéram em Tumbeiros

 

A história desta Nação nos braços

Sustentada com sangue Guerreiro

 

Do contrário / Quem é que traria  /  O som Deste / Balanço costeiro

Rituais Danças e Cantorias  / E Alegria a girar nos terreiros

 

Jêguedê / Caxxixi / Jongo / Lê / Zabumba    / 

  Imgomê / Candomblé /  Tumbadora / Bamba

Rumpi / Caxinguelê / /  Xaque - xaque  / Ngungá   / 

Batuque / RIpinique /  Pandeiro / Rum  / Congada...*    (/  )

 

Afoxé -   Quimbôto -  Baiani - Quimbête -  

/ - Gã -  Maxixe - Batá  - Canzá -  Bombo - Agê

Caribó,  Birimbáu - Bongô -   - Bambá -  Djambê / -

 Kalimba -  Kisange - Hungu -  M’bolumbumba - Aiê*

 

Alusão à Costa Doce ( costa brava ), e as influência Afro na região. A história e o sofrimento do homem negro criando uma região com o próprio suor e os braços à custa de cativeiro...!!! E, nomenclatura Aferos, sinalizando, comidas, bebidas,  festas, rítimos, e instrumentais Afros...

 

Desertor 10  

(Do Silvio Rebello e Minha)        

 

Vento Velas Bordejar

Gaivotar Neste Mar

 

Barco Leve Sorrateiro

Proa Forte Rota Firme

Um Pontal De Areias Brancas

Fim De Tarde Desertor

 

Sombra e Nuvem Traiçoeira

Rastejante Derradeira

 

Tripulante Combatente

Extasiado, Louca Intrusa

Que Truncou A Rota

E Destroçou O Sonho

 

Rumando Pro Outro Lado

Vento Em Popa, Vento Ao Largo

 

Bate As Ondas Encrespadas

Orçando A Rota Aproada

O Barco Buscando Abrigo

Pontal De Tápes (Ponta Do Birú)  Na Alçada

 

Aconteceu de uma navegada com destino ao rio Camaquã; um temporal nos pegou, acampados no pontal do desertor, para passar o dia e no dia seguinte seguir a diante. Decidimos mudar a rota para o outro lado; o pontal de Tápes...!!!

 

Rio Guaíba

 

Navegando o Rio Guaíba,  

Ilhas, Morros, Casarios

Armazéns e Cais do Porto 

Na Paisagem, Grandes Navios

 

 Agressões Instituídas

 Sob Os Faróis Da Costeira

Impérios Ferem Tua Águas

Mancham Tua Brisa Praieira

 

Nas Veredas Pra Itapuã

A Luz Da Aurora Fascina

Desponta O Sol Na Manhã

E O Dia Azul Te Alucina

 

Canta E Decantam Tuas Margens,

Fascinando As Almas Despreparadas,

Vão Apagando Do Espirito Crítico,

As Tuas Águas Alteradas.

 

Investem Milhões Decorando Tua Orla

Com Monumentos  Pra Distrair  Tolos

Enquanto Lucram Bilhões Em Divisas

Vão Te Afogando No Lodo

 

Projetam Praças, Teatros, Mirantes

Passeios E Quadras De Esportes Ao Gosto...

E As Passarelas Pra Andar Sobre Às Águas

 Enquanto O Rio É Um Esgoto.

 

Anoiteço..., Velejando..., Amanheço...!

Parte II

Lembro  As Praias Do Guaíba

Os Teus Verões Coloridos

Multidões Povoando Areias

Visitantes Comovidos.

 

Hoje As Raras Praias Livres

Vendem Quais Fossem Normais

E Escondem Tuas Praias Mortas

 Qual Quem Não Existisse Jamais

 

Nas Veredas  Pra  Eldorado

O Por Do Sol Te Encanta

O Céu Todo Matizado

 Em Multicores Te Emanta

 

    Contrapartidas, , Custos-Benefícios

 Lucros-Malefícios,  Tratados Discretos...!!!

Enquanto  Agridem O Teu Corpo  Líquido

Vão Te Adulando Em Concreto...!!!

 

Doutos E Espertos Te Decretam (Um Lago),

Driblando Leis Em Lobbies E  Assédios,

Vão Fomentando O Monstro Imobiliário,

Pra Te Engolir  Entre Os  Prédios...

 

Mordaças, Olhos Brancos, Ouvidos Moucos,

Caras De Paisagens E Vendilhões

Capachos Servis E Vis Empresários

Te Inventariando Em Leilões...!!!

 

Anoiteço..., Velejando..., Amanheço...!!!

 

 

 

 

 

 Letra que descreve as tramas e descasos, o convencimento dissimulado com embelezamento das orlas,  para esquecerem o rio poluído e dezenas de praias interditadas.

    Sumiço de dezenas de praias... (Porto alegre era uma festa nos verões em dezenas de praias públicas),  as quais até bem pouco tempo (em quarenta e quatro praias de banhos) apareciam na internet como praias extintas, condenadas, e hoje nem na internet aparecem mais, qual o resultado de um trabalho organizado para o esquecimento total... (segundo algumas fontes extras oficiais, hoje muitas destas praias têm donos, que esperam liberações para loteá-las como condomínios de luxo, motivando como atrativo, o por do sol do Guaíba, "parece que, ainda não puderam poluí-lo").

    Aproveitam-se da declaração do professor Rualdo Menegat que afirma que o Guaíba é um lago, em contra partida a outros professores que afirmam ser rio. 

  - Lago: Limite 30 metros para construir - Rio; essa liberação ocorre relativa à sua largura e no caso do Guaíba pode atingir centenas de metros das margens. O que está construído fica, mas para construir, as leis que regem rios em Porto Alegre, os impedem...!

  As manhas e ardis usadas - com embelezamentos de orlas - para fazer com que o povo esqueça-se dessas praias...! A malandragem de chama-lo Lago, aderindo à proposta porque sendo lago, as construções podem se aproximar há 30 metros de suas margens segundo a legislação de Porto Alegre...!

  A Pressão e o assédio do ramo Imobiliário para a liberação das margens para que a construção civil aconteça... E... Políticos vendilhões se prestando ao jogo, com a discreta "cobertura" do jornalismo tradicional que, durante décadas trata o assunto com panos quentes... E por fim... A poluição que, agride o Guaíba há décadas, sem que ninguém faça algo de relevante. Hoje se realmente quisessem as empresas e os poderes políticos; com poços - desde  a saída das empresas, em sequência, despoluindo, antes de chegar aos afluentes e ao Guaíba, o despoluiriam.

As Empresas

Em forma de; 

Decantação: para detritos mais pesados que a água: os poluentes descem para o leito, e a água sobe e corre purificada por cima.

Em forma de; 

Flotação: para os detritos mais leve que a água: os poluentes sobem para a superfície e, a água desce correndo purificada por baixo. 

   Os Municípios envolvidos com a colaboração do Estado;

  Aplicando sistema apropriado para o esgotos cloacais com consultoria e a aplicação de técnicos...!

   Se fizessem dessa forma, com orientação de técnicos especializados da área, despoluiriam o Guaíba em dois, ou três anos: basta parar de poluir, (A auto-limpeza o próprio Guaíba faz). É só deixá-lo e paz...!!! 

    

  Se quisessem... aí é que está a questão... O Problema social, ético e moral é que, afirmar que o Guaíba não pode se purificar por conta própria, mesmo o deixando em paz -  poderá um dia atrair muito dinheiro  para compras de aparelhos, grande maquinarias e construções mirobolantes permitindo desvios de verbas de toda a ordem e, isto já está na conta, podem acreditar...!!!

      Por outro lado, sai mais econômico  convencerem estes deputados a mantê-los (empresários), Impunes - isto é, sem construírem mecanismos de decantações e  flotações e, claro, é muito lucrativo manter o Guaíba poluído e afastado do povo que, o cultuou durante séculos (se somarmos nossa existência com os povos pré-colombianos que viviam às suas margens), mais precisamente até começo da década de 70...!!!

    Depois então perdemos o Rio Guaíba para os endinheirados que, não precisam dele para recreação, e sim para esgoto, pois têm dinheiro para irem para praias de mar...!!! 

     Uma Pena nós termos aceitado tudo isso tão passivamente...!!! As Praias alegres do Guaíba, dezenas delas, hoje, além de lazer, seria mais um aporte econômico para a Grande Porto Alegre. 

  Eram Praias de turistas e nativos Pobres e Classe media baixa...!!! Bem... Parece que, para essas classes esse tipo de lazer é proibido...!!! Fica fácil tirar-lhes o pão da boca, pois têm vergonha de lutar por seu direitos de lazer, a não ser quando o caso é extremado e ameaça-lhes com a fome, ou a própria vida...!!! (). 

       O escravagismo deixou a pecha, ou ardil  cultural que, quem luta por direito a lazer é vagabundo... Dai para frente, sabedores disso, foi fácil: foram se apoderando, poluindo, interditando as praias públicas, impedindo o direito do povo  de ter o Guaíba integralmente como seu e, ao mesmo tempo os educando que, realmente é assim que deve ser...!!! E... Somados a olhos brancos e ouvidos moucos da imprensa e, mordaças aplicadas pelos patrões das casas jornalísticas, alinhados (de conluios), com grandes empresários, aos poucos o povo foi aceitando, primeira a fedentina, depois nódoas sobre as águas do Guaíba, e por final a perda das praias a redores - principalmente as praias de banhos ligadas diretamente a cidade e ao centro de Porto Alegre que, eram públicas por direito natural...!!! 

         São dezenas  as propostas de opções de lazeres que o governo e empresas fazem no presente e propõe para o futuro próximo: caminhos para  passeios, pistas para  correr, quadras, para vários tipo de esportes, palcos, bares, restaurantes, mirantes, plataformas para passear sobre às águas, menos às águas limpas e despoluídas para praias de banho que, é o sublime lazer de toda pessoa que vive os verões escaldantes de Porto Alegre. Tudo isso nos deixa claro o quanto lucram mantendo o Guaíba poluído...!!!

       O Próprio descaso com os esgotos cloacais e quinquilharias que descem pelos arroios, como o caso do arraio diluvia, fato que poderia ser resolvido com fiscalização periódica e leis rígidas,  tanto o poder público, quanto a mídia preferem jogar a culpa no colo povo, por quê??? Porque assim, com ardil,  malandramente o poder público e a mídia atiram a responsabilidade de seus próprios ombros e dos ombros das grandes empresas, nas mãos do povo, com isso mantendo o rio (impunimente), como esgoto particular.

      Enquanto poluem o Rio Guaíba e, o fazem de esgoto particular somado ao descaso do poder público, que precisa estar alinhado a trama - porque se um lado se importar com o Rio, o outro tem que se importar também - todos os verões esses endinheirados saem para praias de mar com seus amigos, cúmplices e familiares / no outro extremo social, o povo da Grande Porto Alegre permanece em suas casas padecendo o mal estar sob tórridos verões, sem precisão de ser, apenas por capricho de quem controla os poderes que decidem os destinos do Rio Guaíba segundo lucros e riquezas próprias...!!!


Para Fátima

          Lagoa Do Sol Mar De Dentro                   Nas Curvas Das Enseadas (Camaquã Tomos V) (Minha)...