Lagoa Do Sol XI
Mar De Dentro
Para Ensaiar
A Fotógrafa
(Minha)
O Meu Amor
Foi Buscar O Sol
As Cores Das
manhãs
Os Seu Pezinhos Na
Areia
As Ondas Beijam
Seus Rastros
O Vento
Canta Pra Ela
Sussurros,
Segredos, Murmúrios, Desejos.
A Brisa Nos Teus
Cabelos
O Teu Sorriso Em
Apelos
O Teu Olhar Em
Desvelos
A Tua Trilha Em Novelos...!!! Amor....!!!
Amor...!!! ...!!!!
Parte
II
O Meu Amor
Foi Buscar O Sol
As Luzis Das
Manhãs
O Sol É Um Deus Em
Diamante
Num Halo E Cores
Vibrantes
Vem Pra Se
Encontrar Com Ela
Beleza, Faz Lume,
Sublime, (Princesa), Grandeza,
No Céu Pintou Um
Arco Iris
E Coloriu Tuas
Iris
Por Onde Tu Queres
Ir
Em Outro
Mar Residir
Se Aventurar,
Descobrir....!!!!
Parar, Olhar E
Curtir
Sonhar, Fazer (E
Sorrir), .
Brincar, Pintar
Colorir...!!!
Dizer, Indagar,
Ouvir
Dançar, Cantar E
Existir
Eu Vou...!!! .Eu Vou...!!! Eu Vou....!!!! Eu
Vou...!!! Amor...!!! Amor...!!! Amor...!!!
Esta Letra Tem Como
inspiração e, como musa, uma arquiteta paisagista profissional e fotógrafa amadora,
amiga minha, que faz um trabalho fotográfico sobre a Lagoa dos Patos há
anos...!!! Pedi Permissão a ela para chama-la de meu amor, por questão estética
literária...!!!
Alto Camaquã
(Tomos IV)
(Do Airton E Minha)
Paredões barrancas matas
Cascatas e Afluentes
Entalhes de vento e águas
Doces e Bravas correntes
Esculturas nos lajeados
Águas se abrindo na proa
Corre o rio emparedado
Murmura, Borbulha E Troa
Pescador Volto Povo
Cansado Da Alegoria
Esperando Um Novo Dia
Louco Pra Cansar De Novo
As Plantações Apendoam
Crescem Em Solo Virado
Milhos Louros No Roçados
Cozinhas Cheirando Á Broas
Sangas córregos e fontes
De águas puras cristalinas
Em azul de turmalina
Formam
as tuas vertentes
Aberturas E Clareiras
Praias De Areias E Montes
Corre O Rio Pro Horizonte
Rochedos Várzeas Costeiras ( Ribeiras)
Intervalo
A Canoa Deslizando
A Piracema Presente
Sob As Águas Transparentes
Os Peixes Livres Nadando
O Passaredo
Cantando
Primavera Aos Rebentos
Pólen Semeados Aos Ventos
As Abelhas Trabalhando
Esta Letra é de uma época em que, o Airton
mandava-me material literário e fotográfico sobre o Rio Camaquã, para que eu
transformasse em música e versos . Trata-se de uma descrição do alto Camaquã,
geográfica paisagística e humana=-´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´...!!!
Nas Curvas Das
Enseadas
(Camaquã Tomos V)
(Minha)
Descendo O Arroio Lindo
À Sombra Dos Ingasais
Passa Correntes Remansos
Entre Os Raios matinais
As Garças Brancas Esbeltas
Rubros Esguios Jaçanãs
Faz Barra O Camaquã
A Canoa Cruza O Delta
Refrão
Nas Curvas Das
Enseadas
Vou E Volto Na
Genoa
Vida DE Pescador
Pobre
Pobre Mas De Vida
Boa
Na Lagoa Eu Ganho As Vagas
Abre Uma Clareira O Mundo
Azul No Espelho Profundo
Unindo Os Céus E As Aguas
La Fora Eu Solto O Grito
Me Encontro Me Alço Voando
Navegando O Infinito
Eu Ganho Tempo Sonhando
Refrão:
Nas Curvas Das
Enseadas
Vou E Volto Na
Genoa
Vida De Pescador
Pobre
Pobre Mas De Vida
Boa
Em Busca De Uma Revessa
Vou Deitar
Acampamento
Fogo De Chão Ao Relento
A Lua Surgindo Inteira
As Três Marias Na Alçada
Chuvas De Estrelas Cadentes
A Boieira No Levante
O Sol Fazendo Alvoradas
Rede De Mão Repassada
Volto Pra casa Contente
Descrição sobre a vida de um pescador que vive
próximo à foz do rio Camaquã e desce velejando até a lagoa para pescar. Um
personagem que vive longe das apelações das grandes cidades, mesmo das
pequenas... Em sua comunidade local. É pobre, mas é feliz pescando e observando
a natureza e levando para caso o sustento de sua família.
Entre
as Águas 19
(Do
Cláudio E Minha)
Na enseada do rincão
Quando maio aparecia
Pelas frestas do Galpão
Junho já se pressentia
Gente colorindo os campos
Colheitas nos cebolais
Brisa assoviando nas dunas
Ondulando os arrozais
Branca areia terra boa
Preto Barro pantanal
Claros olhos corpos pardos
Águas doces / Ondas e sal
Corações temperados
Cheiro de mar gosto de Sol
Verões de amores n’areia
Flertes banhos no pontal
Ao Partir dão-se as mãos
Enlaçam-se aos abraços
E o beijo cai no compasso
Balanço do coração
Parte II / 19
Réstias trançadas nas mãos
Peixes frutos maresias
Barco redes cais e porto
Mar-revolto Calmarias
Lindas Nativas, Trigueiras
Casadouras suspirando
Os seus bravos marinheiros
Pro alto mar embarcando
De mãos dadas a até o porto
Confundidos pela dor
Eles voam olhar longe
Preso solto sonhador
Elas ardentes risos sábios
Peito perto puro amor
E vão murando a os lábios
Versos d´agua mares em flor
Ao partir dão-se as mãos
Enlaçam-se aos abraços
E o beijo cai no compasso
Balanço do coração
Descrição da vida cotidiana agro pesqueira da
região de Tavares, Bujurú, Rincão e São José do Norte. Os jovens partindo para
trabalhar no mar em navios no porto de Rio Grande, despedindo-se das meninas
nas estações locais, e cais de pequenos portos costeiro...
Gurizito
20
(Cláudio
E Zé Claudio) 1971
Gurizito te garanto
Homem grande parece
As calças remangadas
Nos joelhos remendos
Pra canga
A boiada trazendo
Com passos firmes
Tocando a quarteada
O Arroz No Cacho
Em Fechos nas carreteadas
Teu grito é decidido
Teu olhar é muito duro
Gurizito te asseguro
Não vives qual um Menino
O teu andar tem destino
Mas teu pensamento é puro
Gurizito te asseguro
Não vives qual um menino
Nunca soube o que é brincar
Tua vida é trabalhar
Trabalhar é tua vida
Nunca soube o que é brincar
Parte II /20
Gurizito te garanto
Homem grande parece
Os pés descalço
Quebrando a geada
Queixo tremendo
A mão preparada
As mangas regaçadas
O corpo sofrendo
No duro corte
Do Arrozal que vai colhendo
Teu grito é decidido
Teu olhar é muito duro
Gurizito te asseguro
Não vives qual um Menino
O teu andar tem destino
Mas teu pensamento é puro
Gurizito te asseguro
Não vives qual um menino
Nunca soube o que é brincar
Tua vida é trabalhar
Trabalhar é tua vida
Nunca soube o que é brincar
O Cláudio e o Zé Claudio fazem uma incursão
literária musical ao trabalho infantil nas lavouras de arroz (cujo eles mesmo
foram vítimas) , comum nos tempos antigos, e até mesmo recentes...!!!
Camaquã
Tomos III
(Minha)
Cantando o tempo voa
Junto ao Sol abro as manhãs
Serestas de araquãs
Cravinas cantando à toa
Cascatas Caindo Em Chuvas
Barrancas, Ramos Pendentes
Cachos De Amoras, E Uvas
Algazarra Nas Vertentes
Parte
II
As Perdizes Mariscando
A granada das Milhãs
Perfume dos Guatemãs
Rio de correnteza boa
Quanto Canta Seriemas
Dourados Sobem Correntes
Vão Em Busca Das Nascentes
No Ciclo Da Piracema
Compassos, Rodas, Balanços
E O Terreiros Pra Dançar,
Lavrar, Semear E O Descanso
Colher, Viver E Cantar....
Vozes tristes / De quilombos
Cantigas de antigas heras
Sanfonas, violas / E Bombos
Nas Margens longas esperas
Outro resultado literário musical dos textos,
depoimentos e fotografias que o Airton me mandava do Rio Camaquã. Descrição
paisagística geográfica (com exemplos da flora e fauna local), Vestígios de
quilombos extintos e, de um aldeão
ribeirinho do alto Camaquã, que sobrevive da pesca e de pequenas plantações de
subsistência.
Lambari 18
(minha)
Calça curta rosto trigueiro
Isca boa no samburá
Caniço e anzol lagoeiro
Guri por aí vai pescar
A linha correu lambari bicou
A boia afundou caniço a vergar
O anzol fisgou guri a puxar
Lambari ficou na água
A linha correu lambari bicou
A boia afundou caniço a vergar
O anzol fisgou guri a puxar
Lambari saltou pra terra
Boné virado olho matreiro
Pés descalço pisando a areia
Caniço e anzol lagoeiro
Guri por aí vai pescar
A linha correu lambari bicou
A boia afundou caniço a vergar
O anzol fisgou guri a puxar
Lambari ficou na sanga
A linha correu lambari bicou
A boia afundou caniço a vergar
O anzol fisgou guri a puxar
Lambari saltou pra terra
O Menino costeiro peralta, que já vai pescar
sozinho nas sangas e, o primeiro peixe que ainda pequenino puxou das
águas...!!!
Minuano 17
(Minha)
Vento Minuano / Um guerreiro
Não teve pai / E nem mãe
Chega vagueando / Nos pagos
Encorujando as manhãs
Nas previsões / Das chegadas
Vem e surpreende / O teatino
Montado ao próprio Destino
Sem Partidor ou parada
Vento Livre / Vento bravo
Não Guarda
/ Nem dia
Chega tropeando / A invernia
Atravessando os rincões
Chega assoviando de longe
A Paisagem todo acena
Vem tilintando as chilenas
Brincando com os corações
E a serenata encantada
Invade as frestas dos galpões
Parte II / 17
Vento Minuano Qual Fantasma
A noite ronda os braseiros
Soprando treme o pago inteiro
Rugindo assombra as madrugadas
Gemendo Qual alma Penada
Entre paredes e telhados
Arpejando os alambrados
Canta e desnuda as ramadas
Vento Livre / Vento bravo
Que não tem hora / E nem dia
Chega tropeando / A invernia
Atravessando os rincões
Chega assoviando de longe
O Paisagem
toda acena
Vem tilintando as chilenas
Brincando com os corações
E O
Vento Assim Chega Do Nada
Incendiando As Paixões...
Cantiga inspirada em um vento minuano que, no
inverno de 96, assoviou, gemeu, rugiu em
Tápes uma semana sem parar. Naquele ano fomos morar num descampado aberto, sem
abrigo nenhum. Minha Enteada ainda menininha não dormia à noite por que pensava
que era um fantasma gemendo na volta da casa. Então sentamos à beira da cama e
contamos a ela que alí, estava assoprando
o nosso amado e frio vento minuano
Barquinho
De Lata 16
(Inspirado
Em Tema De Pedro Ivo Dapper)
Camaquã
1991
(Minha)
O cordão rebentou, ai...!
Estou aqui sozinho
Meu Deus Não sei nadar
Desprendeu meu barquinho
Meu barquinho de lata
Que eu ganhei pra brincar
Um Repuxo Bateu
Meu barquinho Colheu
E Eu Não Pude Alcançar
Vai Subindo As Ondas
Vai Descendo As Vagas
Já Não Pode Voltar
Meu Barquinho A Deriva
Vai Nas Correntes Vivas
E Eu Soluço A Chorar
Alguém pra me ajudar aí...!
Estou aqui sozinho
De A mão pra Buscar
Desprendeu meu barquinho
Meu barquinho de lata
Que eu ganhei pra brincar
Vento terra Soprou
Meu Barquinho Levou
Eu não pude alcançar
Vai Subindo As Ondas
Vai Descendo As Vagas
Já Não Pode Voltar
Meu Barquinho À Deriva
Vai Nas Correntes Vivas
E Eu Soluço A Chorar
Escrito, em 1991, para compor à parte
infantil do Estações Das Águas.
Pedro
Ivo Dapper, percursionista dos Tápes, Já tinha escrito um texto sobre este
brinquedo infantil que (centrado no feitio), os pais na época faziam de latas
de azeite para os meninos brincarem à beira da lagoa, puxando com um
cordão...!!! Aqui, resolvi , não sei por que razão, dar uma conotação um pouco
dramática, acho que, para enfatizar os elementos como Vento-Terra, o Repuxo, as
vagas, as Ondas, as correntes e, as relações (qual uma pintura poética), do
menininho que se encontra só a beira da lagoa, lutando com estes elementos que,
indiferentes ao seu sofrimento, lhe roubam o barquinho.....!!
Proeiro 14
(Minha)
Linha de fundo e espera
Anzol empate e chumbada
Carretilha corredeira
Caniço de estirada
Fateixa espinhel fieira
Boia de cortiça atada
Mão pra fisgada certeira
Braço bom pra tarrafada
Homens de popa e carancho
Proeiro destes costados
Entre sol e frio navegam
Céu aberto Céu fechado
O suor cai entre as águas
O peixe some nas salgas
E assim vão pescando a lagoa
Com suas mãos pescadoras
Cordas parelhas de redes
De pontos e malhas variadas
Malhas singelas solteiras
Feiticeiras entrelaçadas
Cascos e bordas inteiras
Leme bom proa elevada
Quilha e popa despacheira
Mastro Adriças Velas içadas
Parte II
Homens de popa e carancho
Proeiro destes costados
Entre sol e frio navegam
Céu aberto Céu fechado
O suor cai entre as águas
O peixe some nas salgas
E assim vão pescando a lagoa
Com suas mãos pescadoras
Na entre safra do peixes
Pescam de estivadores
Atracam nas construções
Remam o chão, são lavradores
Nas marés nas invernadas
Nos remansos dos potreiros
Navegam nas gineteadas
São pescadores campeiros
Homens de popa e carancho
Proeiros destes costados
Entre sol e frio navegam
Céu aberto Céu fechado
O suor cai entre as águas
O peixe some nas salgas
E assim vão pescando a lagoa
Com suas mãos pescadoras
Proeiro É O empregado do barco de pesca.
Carancho, o comissionado, homem de popa: O dono da embarcação.
Descrições sobre ferramental e barcos de
pesca e, as relações do homem costeiro pescador com o seu trabalho e a dureza
do dia a dia embarcado... As relações econômicas com o patrão (embarcados no
mesmo dilema),, o comprador do pescado dono das modernas câmaras De Gelos para
armazenar o pescado (antigas salgas), em muitos lugares ainda hoje chamadas
assim...!!!
Velho
Duca “Água doce" 13
(Minha)
Rabanada de dourado
Batendo no Espinhel
Bagre Cambando a os punhados
Subindo com as marés
Bem aqui neste costado
Aí mesmo onde dá pé
Mastros velas mestras bujas
Bordejos panejos ventos
Horizontes no Traquete
Larga escolha na mezena
Lagoa linda limpa e livre
Águas claras brisas puras
Meu coração de água doce
Balança o Balanço do mar
Ela hoje se aprontou
Com jeito de quem vai navegar
Na água cai me encharquei
Na areia saí pra enxugar
O sol fez meu frio aquecer
Alua minha febre baixar
Um Barco levou meu amor
No porto fiquei a chorar
O vento escutou minha dor
A brisa acalmou meu penar
Velho Duca moço / Fala lembra
Moço Duca velho / Lembra fala
Parte II / 13
Voga Grumatã piava
Riscando as Calmarias
Mantas de birú bem cedo
Tainhas que reluzia
Abrindo junco logo ali
Por esta luz que me alumia
Pescador de pé na popa
Lugares prontos pesqueiros
A lua clareando as velas
Cantigas com o parceiro
Olhos longe riso perto
Lago dono Lago Inteiro
Meu coração de água doce
Balança o Balanço do mar
Ela hoje se aprontou
Com jeito de quem vai navegar
Na água cai me encharquei
Na areia saí pra enxugar
O sol fez meu frio aquecer
A lua minha febre baixar
Um Barco levou meu amor
No porto fiquei a chorar
O vento escutou minha dor
A brisa acalmou meu penar
Velho Duca moço / Fala lembra
Moço Duca velho / Lembra fala
Canção
inspirada em depoimentos de um velho pescador, nosso conhecido, o Duca... Que,
discorria sobre os antigos tempos de pesca: lagoa (linda, limpa, e livre),
tempo em que não se precisava de barco para armar redes, entrava-se com a rede
até onde dava pé e pronto...!!! O Barco só era usado para levar o pescado para
a cidade de Rio Grande para ser exportado, ou levado para cidades para o
interior, onde não havia pescado......!!!
Rio
Da Vida 08
(Minha)
Quem caminho sobre as águas /
É
chamado pescador
Pesca a dor e toda a mágoa /
Só não pesca a própria dor
Cada mágoa que levanto /
São
penas que faz doer
Ilusões sonhos encantos /
É o
que resta pra viver
Olhei com os olhos rasos /
No
fundo das águas claras
No espelho fez redondilhas /
Mergulhou uma Iara
Joguei um ramo de Ipê /
Roxo
de amor e carinho
Matreira me desdenhou /
Fiquei
na margem sozinho
Parte II
Tenho o céu enluarado /
Sobre a ponta da Genoa
Peixes de Pratas, Dourados /
Sob o
casco da canoa
Vai canoa contra as águas /
Vem as
águas contra o vento
Sopra o Vento a meu favor /
Acalma meu Sofrimento
Distante do bem querer /
Da
sopros no coração
Corre nas veias saudade /
Arde
nos olhos paixão
Partidas que não tem hora /
Caminhos a se estender
Regressos que faz demoras /
Distâncias para vencer
Tema Desenvolvido apenas como propósito musical literário...!!!
Albardão 09
Copiar
A noite desce serena /
Sob o clarão do luar
Sinto cheira de açucena /
Meu bem está pra chegar
Estrela d´alva apontada /
Brilha qual o teu olhar
Qual mãe D’água Iluminada /
Pela
noite a levitar
Sou Garimpeiro de sonhos
Sou madrugador Atento
Chuva de estrelas caiu
Na praia do Pensamento
Sou Contador de estrelas
(Do Farol )Faroleiro( do Albardão
Há Noites que às vezes caem
Estrelas para encher as mãos
Longe mas ligado a tudo
Em ondas curtas no fundão
Eu ouço as vozes dos homens
E geme meu coração
Ponteio a viola rasa
Com sentimento profundo
E canto a moda da casa
O Sofrimento do Mundo
Parte II / 09
Voou uma pena das pontas /
Das
asas do Minuano
Que pousou assobiando /
Na
noite que já desponta
Braseiro brilha ardendo /
Aquecendo a solidão
La fora o vento Gemendo /
Parece
uma assombração
Garimpei fazendo contas /
Estrelas pra este, pra aquela
As mãos cheias contra o peito /
A mais
linda; é só para ela.
Sou Contador de estrelas /
()Do
Farol( )Faroleiro(* do Albardão
Há noites que às vezes caem /
Estrelas para encher as mãos
* - Entre parentes invertidos as possibilidades estão
abertas.
Longe mas ligado a tudo
Em ondas curtas no fundão
Eu ouço as vozes dos homens
E geme meu coração
Ponteio a viola rasa
Com sentimento profundo
E canto a moda da casa
O Sofrimento do Mundo
O Lenhador 07
(Minha)
A balsa
desse pesada / Leva Madeira de lei
Das matas do
Camaquã / Pra alguém ter vida de rei
Cada tora que Derrubada / Doe em Lúcio o lenhador
No rancho lhe esperando / Três filhos e o seu amor
Sua razão inocente / Não Tem Perguntas, nem respostas
Só sabe que sente, o que sente / Na Imposição que não gosta
Ganhando a vida no braço / Na roça não Teve enxada
No campo não sobrou laço / Na Povo/ não Achou nada
AS mãos fortes calejadas / Feita Ao peso do
trabalho
Afiou o seu machado / E na miséria deu um talho
A balsa segue serena / Nas curvas do Camaquã
Perfumando suas penas / Cedro, Angico e Tarumã
Saudade lhe fez doente / O peito Arde em brasa
Cuidados com sua gente / Precisa rever sua casa
Parte II / 07
Não compreende o que se passa / Vai sofrendo o
tempo todo
Não confessa suas mágoas / Para não se passar por
Tolo
Longe de tudo e de todos / A noite dorme ao relento
Cozinha em fogo de chão / Café de chaleira a o
vento
Não Lhe Sobrou horizontes / Só vê o mato fechado
Abre caminho pras fontes / Clareiras com seu
machado
O Chefe quer resultado / O patrão pagando pouco
Mas pra quem arca os pecados / Muito vale alguns
trocos
De sol a sol eito a eito / Não tem dia não tem hora
Nem descanso nem direitos / Se adoece, mandam embora
Então pensa o que
se passa / Vê o corte, Ouve o
tombo
Os Olhos Choram A devassa / Ouvidos Tremem Com Estrondos|
Não Se Põe
Indiferente / Mas Só lhe sobrou esta lavra
Precisa mudar
de oriente / A Visão Lhe Queima Em Brasas...
Moço bravo e de respeito / Olhos Brando, Jeito
Franco
A Barba descendo ao peito / Cabelos abaixo dos ombros
Depoimento
de um velho pescador que foi lenhador, e trabalhou na década de 60 nas matarias
do Camaquã...!!!
Defeso 06
(Minha)
Leste sopra de tufão / Vai fechar a temporada
É o fim da estação / Enrola a tralha moçada
Que o mar não está pra peixe / Me contou uma Sereia
Quatro luas fora d água / De sol a sol na areia
Barco rolado pra terra / Pra obras no
"Espraiado"
Ipê Roxo Nas Cavernas / Cedro Rosa nos costados
Pau ferro tranca travessa / Com guajuvira encaixado
Suporte e Banca bem forte / Motor de centro
aprumado
Reservas De Um Santuário / Ambiente Confrontados
Expostos a predadores / Precisam ser preservados
Verão queimando na areia / O
trabalho vem dobrado
Redes tecidas às mãos / Feita Em Tipos Variados
A Deriva, Meia Água, De Fundo Em Ponto Laçado
Malhas finas , malhas grossas / Grade Em laços transpassados.
Defeso,
reprodução / Vidas, ciclos renovados
Chegando A Piracema / Entram Cardumes pesados
Parte II / 06
Vento Batendo na cara / Chuva Tocada guasqueando
Ultima Pesca da safra / Sobe o peixe transbordando
Dou a largada para casa / Minha gente está
esperando
Se o barco tivesse asas / Voltava agora voando
Barco rolado pra terra / Pra obras no Espraiado
Ipê Roxo Nas Cavernas / Cedro Rosa nos
costados
Pau ferro Grápia taúba / Com guajuvira encaixado
Suporte e Banca bem forte / Motor de centro
aprumado
Madeira de lei Moldada / Metal em Bronze Forjado
Jamar Novinho em folha / Há muito tempo sonhado
Salvas vidas na espera / O convés bem preparado
Com tabuas de polegadas / E corrimão no tosado
Parelha Nova Zarpando / Proeiro bom no costado
Sinal de nova estação / Com cheiro bom de pescado
Período em que os pescadores cessam a pesca em
respeito aos ciclos reprodutivos que ocorrem na lagoa. Então aproveitam para
rolar o barco pra terra, para repará-los, para a safra seguinte...!!! Aqui hás
uma descrição de um barco pesqueiro, da pesca artesanal...!!!
Vento
Popa / Proa Mar 04
(Minha)
Quando saio mar a fora
Me dói ver ela ficando
Eu Levo a vida partindo
E ela a vida esperando
Quando chego dos confins
No seus Braços peço auxilio
Eu traga a vida pra ela
E ela a vida pros filhos
Assim a finco suando
Deste jeito vamos indo
Às vezes nos confundindo
Em outras nos apartando
Os filhos vão nos chegando
Nosso barraco encolhendo
De vez em quando Sofrendo
E vez por outra Cantando
Parte
II / 04
Vamos juntos insistindo
Velhos Crianças e moços
Num Dia as águas se abrindo
Noutro fechando o mar grosso
Pano
de Mastro ao Vento
Motor de Centro Bufando
O velho Bote Singrando
A Tralha É Só Remendos
Entre sonhos de menino
Teço redes a pensar
Embrenhado no destino
De pescar e navegar
Navegando amiúde
Vento popa proa mar
Eu Rezo a deus por saúde
E resto A LOGOA dá.
Pescador,
relado, pobre, do perímetro urbano, que sofre com os apelos consumistas, com as
agruras do trabalho, a escassez de peixe, o barco velho, o motor batendo, a
tralha remendada, os filhos surgindo, o barraco apertando, a companheira lhe
ajudando e vai indo...!!!
Mar
De Dentro 03
(Minha)
A costa toda deserta / O
vento que nunca para
O sal salpicando as mãos / O sol açoitando a cara
Habitantes reunidos / Nas
casas e nos galpões
A reparar os seus corpos / A remendar arrastões
Tem nativa na janela /
Descendência portuguesa
Pelo duro bom de cela /
Mouro que conta proezas
Tem morena da Angola / Tem
retinta da Guiné
Tem criolo bom de bola / Tem
nego que diz no pé
Parte II / 03
Os povoados esparsos /
Acomodados nas dunas
Casas de madeiras ralas /
Carcaças cascos de escunas
Raras árvores para sombras /
Cacimbas rasas pra cede
Junco batido é telha /
Tábua De Nó é parede...
Tem candombe no terreiro / Come
e bebe no quintal
Festa para o orixá guerreiro / Terno de reis no portal
Preto Velho pai de santo / No
congá é batuqueiro
A Mãe Preta Canta Pontos
/ Por negro e branco costeiro
Parte III / 03
Sol nascente além mar /
Poente terras além
Doces águas em Belém / Em
São José, Lagamar
Se estende os casarios / Com
ruas, praças a o centro
E descem cercando a Barra /
Deságua o Mar De dentro
Tem Da ilha da Madeira / Tem
das Ilhas de açores
Benzedeiras e Parteiras /
Artesões Navegadores
Carpinteiros e ferreiros /
Portos cidades praianas
Armazéns e estaleiros /
Embarcações Lusitanas
Tema
Descritivo Das regiões costeira da Lagoa dos patos, com forte influência
Afro-Portuguesa...””!!! Os Legados culturais
dessas Influências
Canto
Triste 02
(Do Cláudio E Minha)
Amanhã água
/ Vem mansa
Fala o vento
/ Do outro lado
Este canto
/ Beira d’água
No mundo
/ Tá ancorado
Tá ancorado
/ No mundo
Este cantador
/ Arpoado
Navegando
Eu vou /
Corpo solto
Aproado
Dunas brancas Roncador /
Sol
nascendo Do outro lado
Parte II
Aves, Bichos Peixes / Ao
sol das manhãs
Somem dos céus
Dos campos,
Das águas
Dos
Abrigos Das encostas
De Rio Grande
/ A Itapuã
Lagoa
/ Roga Bons bons tempos
Pra Protetora
/ Inhansã
Navegando eu vou /
Corpo
solto aproado
Alagadas, Rolador /
Arco-íris do outro lado
Parte III
Eu canto Triste /
Pelos juncais
Nas enseadas
/ Nos areais
E voam barbas
/ Nas Figueiras
E douram cachos / Nos
butiazais
E abrem flores as corticeiras
E acenam palmas os coqueirais
Navegando eu vou /
Barco solto aproado
Noites Claras Desertor /
Lua Cheia do outro lado
Lua cheia Desertor /
Chove estrelas do outro lado.
As relações do homem crítico com a natureza
lagoeira, com a ameaça, principalmente à fauna local, e descrições de
lugares...!”!””!
Costa Brava 01
(Do
Silvio Rebello E Minha)
Costa Negra,
Costa Brava / Costa a fora, Sol em Chamas
A Beleza Nas Paisagens / Apaga a história Humana
Olhos Banzos / Rios no rosto / Cruz Pesada / Pra levar
Braços Tesos / Canto rouco /
Correntes / Para arrastar
Pés Leviano / Trilho Tosco /
Lavrar, Plantar / E colher
Marcas No Peito / E No Dorso /
Eirar, Debulhar / Moer
Mas Ninguém / Faz cativo A memória /
Há Lembranças
Ao
redor dos braseiros / Velhas Lendas desde
ancestrais
Da Mãe
África viéram em Tumbeiros
A história dessa Nação nos braços / Sustentada com sangue Guerreiro
Do contrário / Quem é que traria / O
som Deste / Balanço costeiro
Rituais Danças e Cantoria / E Alegria a girar nos terreiros
Tamborim / Agogô / Bangulê / Cangerê / Bambulá / Atabaque / Birimbau / Bambaquerê / Batucar /
Bendenguê / Axexê / Quicumbi / Candonbe /Caxanbú /
Adjá /
Xiba / Alujá / Adarrum / Ginga / Lundu*/
Maçanbique / Ngungá / Milonga / Samba/ Afoiê
/
Urucungo /
Marimbau / Maracatu / Xequerê /
OOOOOOOô IÊ
Rocumbo / / Ijexá / Ingomê / Puíta / / /
/ Samba*
Ingomê / Cacumbo Xiba / Cucumbí /
Parte II / 01
Costa Doce / Brava costa / Costa A Fora, Chão Praieiro /
Sangue suor e trabalho / E
Gente no Cativeiro
Corpo Gasto / Fardo Grosso / Lavouras / E redondesas
Rastro fundo / Peso Morto / Desde
a Terra / O pão na mesa
Grilhões para os tornozelos /
Kanga de chumbo nos ombros
Tranca De ferro, Senzala / Marca fujão pros Quilombos
Mas ninguém / Faz cativo A memória / Lembranças / Ao redor dos braseiros
Velhas Lendas
desde ancestrais / Da Mãe África
viéram em Tumbeiros
A história desta Nação nos braços
Sustentada com sangue Guerreiro
Do contrário / Quem é que traria / O som
Deste / Balanço costeiro
Rituais Danças e Cantorias / E Alegria a girar nos terreiros
Jêguedê / Caxxixi / Jongo / Lê / Zabumba /
Imgomê / Candomblé / Tumbadora /
Bamba
Rumpi / Caxinguelê / / Xaque - xaque
/ Ngungá /
Batuque / RIpinique / Pandeiro / Rum / Congada...* (/ )
Afoxé -
Quimbôto - Baiani - Quimbête
-
/ - Gã -
Maxixe - Batá - Canzá - Bombo - Agê
Caribó,
Birimbáu - Bongô - - Bambá
- Djambê / -
Kalimba -
Kisange - Hungu - M’bolumbumba -
Aiê*
Alusão à Costa Doce ( costa brava ), e as
influência Afro na região. A história e o sofrimento do homem negro criando uma
região com o próprio suor e os braços à custa de cativeiro...!!! E,
nomenclatura Aferos, sinalizando, comidas, bebidas, festas, rítimos, e instrumentais Afros...
Desertor
10
(Do
Silvio Rebello e Minha)
Vento Velas Bordejar
Gaivotar Neste Mar
Barco Leve Sorrateiro
Proa Forte Rota Firme
Um Pontal De Areias Brancas
Fim De Tarde Desertor
Sombra e Nuvem Traiçoeira
Rastejante Derradeira
Tripulante Combatente
Extasiado, Louca Intrusa
Que Truncou A Rota
E Destroçou O Sonho
Rumando Pro Outro Lado
Vento Em Popa, Vento Ao Largo
Bate As Ondas Encrespadas
Orçando A Rota Aproada
O Barco Buscando Abrigo
Pontal De Tápes (Ponta Do Birú) Na Alçada
Aconteceu de uma navegada com destino ao rio
Camaquã; um temporal nos pegou, acampados no pontal do desertor, para passar o
dia e no dia seguinte seguir a diante. Decidimos mudar a rota para o outro
lado; o pontal de Tápes...!!!
Rio
Guaíba
Navegando o Rio Guaíba,
Ilhas, Morros, Casarios
Armazéns e Cais do Porto
Na Paisagem, Grandes Navios
Agressões Instituídas
Sob Os Faróis Da Costeira
Impérios Ferem Tua Águas
Mancham Tua Brisa Praieira
Nas Veredas Pra Itapuã
A Luz Da Aurora Fascina
Desponta O Sol Na Manhã
E O Dia Azul Te Alucina
Canta E Decantam Tuas Margens,
Fascinando As Almas
Despreparadas,
Vão Apagando Do Espirito
Crítico,
As Tuas Águas Alteradas.
Investem Milhões Decorando Tua
Orla
Com Monumentos Pra Distrair
Tolos
Enquanto Lucram Bilhões Em
Divisas
Vão Te Afogando No Lodo
Projetam Praças, Teatros,
Mirantes
Passeios E Quadras De Esportes
Ao Gosto...
E As Passarelas Pra Andar
Sobre Às Águas
Enquanto O Rio É Um Esgoto.
Anoiteço..., Velejando...,
Amanheço...!
Parte II
Lembro As Praias Do Guaíba
Os Teus Verões Coloridos
Multidões Povoando Areias
Visitantes Comovidos.
Hoje As Raras Praias Livres
Vendem Quais Fossem Normais
E Escondem Tuas Praias Mortas
Qual Quem Não Existisse Jamais
Nas Veredas Pra
Eldorado
O Por Do Sol Te Encanta
O Céu Todo Matizado
Em Multicores Te Emanta
Contrapartidas, , Custos-Benefícios
Lucros-Malefícios, Tratados Discretos...!!!
Enquanto Agridem O Teu Corpo Líquido
Vão Te Adulando Em Concreto...!!!
Doutos E Espertos Te Decretam
(Um Lago),
Driblando Leis Em Lobbies
E Assédios,
Vão Fomentando O Monstro
Imobiliário,
Pra Te Engolir Entre Os
Prédios...
Mordaças, Olhos Brancos, Ouvidos
Moucos,
Caras De Paisagens E
Vendilhões
Capachos Servis E Vis
Empresários
Te Inventariando Em
Leilões...!!!
Anoiteço..., Velejando...,
Amanheço...!!!
Letra que descreve as tramas e descasos, o convencimento
dissimulado com embelezamento das orlas, para esquecerem o rio poluído e
dezenas de praias interditadas.
Sumiço de dezenas de praias... (Porto alegre era
uma festa nos verões em dezenas de praias públicas), as quais até
bem pouco tempo (em quarenta e quatro praias de banhos) apareciam na
internet como praias extintas, condenadas, e hoje nem na internet aparecem
mais, qual o resultado de um trabalho organizado para o esquecimento total...
(segundo algumas fontes extras oficiais, hoje muitas destas praias têm donos,
que esperam liberações para loteá-las como condomínios de luxo, motivando como
atrativo, o por do sol do Guaíba, "parece que, ainda não puderam poluí-lo").
Aproveitam-se da declaração do professor Rualdo
Menegat que afirma que o Guaíba é um lago, em contra partida a outros
professores que afirmam ser rio.
- Lago: Limite 30 metros para construir - Rio; essa
liberação ocorre relativa à sua largura e no caso do Guaíba pode atingir
centenas de metros das margens. O que está construído fica, mas para construir,
as leis que regem rios em Porto Alegre, os impedem...!
As manhas e ardis usadas - com
embelezamentos de orlas - para fazer com que o povo esqueça-se dessas
praias...! A malandragem de chama-lo Lago, aderindo à proposta porque sendo
lago, as construções podem se aproximar há 30 metros de suas margens segundo a
legislação de Porto Alegre...!
A Pressão e o assédio do ramo Imobiliário para a
liberação das margens para que a construção civil aconteça... E... Políticos
vendilhões se prestando ao jogo, com a discreta "cobertura" do
jornalismo tradicional que, durante décadas trata o assunto com panos
quentes... E por fim... A poluição que, agride o Guaíba há décadas, sem que
ninguém faça algo de relevante. Hoje se realmente quisessem as empresas e os
poderes políticos; com poços - desde a saída das empresas, em sequência,
despoluindo, antes de chegar aos afluentes e ao Guaíba, o despoluiriam.
As Empresas
Em forma de;
Decantação: para
detritos mais pesados que a água: os poluentes descem para o leito, e a água
sobe e corre purificada por cima.
Em forma de;
Flotação: para
os detritos mais leve que a água: os poluentes sobem para a superfície e, a
água desce correndo purificada por baixo.
Os Municípios envolvidos com a
colaboração do Estado;
Aplicando sistema apropriado para o esgotos cloacais
com consultoria e a aplicação de técnicos...!
Se fizessem dessa forma, com orientação de técnicos
especializados da área, despoluiriam o Guaíba em dois, ou três anos: basta
parar de poluir, (A auto-limpeza o próprio Guaíba faz). É só deixá-lo e
paz...!!!
Se quisessem... aí é que está a questão... O
Problema social, ético e moral é que, afirmar que o Guaíba não pode se
purificar por conta própria, mesmo o deixando em paz - poderá um dia
atrair muito dinheiro para compras de aparelhos, grande maquinarias e
construções mirobolantes permitindo desvios de verbas de toda a ordem
e, isto já está na conta, podem acreditar...!!!
Por outro lado,
sai mais econômico convencerem estes deputados a mantê-los
(empresários), Impunes - isto é, sem construírem mecanismos de
decantações e flotações e, claro, é muito lucrativo manter o Guaíba
poluído e afastado do povo que, o cultuou durante séculos (se somarmos nossa
existência com os povos pré-colombianos que viviam às suas margens), mais
precisamente até começo da década de 70...!!!
Depois então perdemos o Rio Guaíba para os
endinheirados que, não precisam dele para recreação, e sim para esgoto, pois
têm dinheiro para irem para praias de mar...!!!
Uma Pena nós termos aceitado tudo isso tão
passivamente...!!! As Praias alegres do Guaíba, dezenas delas, hoje, além de
lazer, seria mais um aporte econômico para a Grande Porto Alegre.
Eram Praias de turistas e nativos Pobres e Classe media
baixa...!!! Bem... Parece que, para essas classes esse tipo de lazer é
proibido...!!! Fica fácil tirar-lhes o pão da boca, pois têm vergonha de lutar
por seu direitos de lazer, a não ser quando o caso é extremado e ameaça-lhes
com a fome, ou a própria vida...!!! ().
O escravagismo deixou a pecha, ou
ardil cultural que, quem luta por direito a lazer é vagabundo... Dai para
frente, sabedores disso, foi fácil: foram se apoderando, poluindo, interditando
as praias públicas, impedindo o direito do povo de ter o Guaíba
integralmente como seu e, ao mesmo tempo os educando que, realmente é assim que
deve ser...!!! E... Somados a olhos brancos e ouvidos moucos da imprensa e,
mordaças aplicadas pelos patrões das casas jornalísticas, alinhados (de
conluios), com grandes empresários, aos poucos o povo foi aceitando, primeira a
fedentina, depois nódoas sobre as águas do Guaíba, e por final a perda das
praias a redores - principalmente as praias de banhos ligadas diretamente a
cidade e ao centro de Porto Alegre que, eram públicas por direito
natural...!!!
São dezenas as propostas de opções de lazeres que o
governo e empresas fazem no presente e propõe para o futuro próximo: caminhos
para passeios, pistas para correr, quadras, para vários tipo de esportes,
palcos, bares, restaurantes, mirantes, plataformas para passear sobre às águas,
menos às águas limpas e despoluídas para praias de banho que, é o sublime lazer
de toda pessoa que vive os verões escaldantes de Porto Alegre. Tudo isso nos
deixa claro o quanto lucram mantendo o Guaíba poluído...!!!
O Próprio descaso com os esgotos cloacais e quinquilharias
que descem pelos arroios, como o caso do arraio diluvia, fato que poderia ser
resolvido com fiscalização periódica e leis rígidas, tanto o poder público, quanto a mídia preferem
jogar a culpa no colo povo, por quê??? Porque assim, com ardil, malandramente o poder público e a mídia atiram
a responsabilidade de seus próprios ombros e dos ombros das grandes empresas, nas
mãos do povo, com isso mantendo o rio (impunimente), como esgoto particular.
Enquanto poluem o Rio Guaíba e, o fazem de
esgoto particular somado ao descaso do poder público, que precisa estar
alinhado a trama - porque se um lado se importar com o Rio, o outro tem que se
importar também - todos os verões esses endinheirados saem para praias de mar
com seus amigos, cúmplices e familiares / no outro extremo social, o povo da
Grande Porto Alegre permanece em suas casas padecendo o mal estar sob tórridos
verões, sem precisão de ser, apenas por capricho de quem controla os poderes
que decidem os destinos do Rio Guaíba segundo lucros e riquezas próprias...!!!