domingo, 12 de agosto de 2018

Helma S'antana Chica Papapagaia





Chica Papagaia


DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA Painel sobre a Revolução Farroupilha Assunto: Historiografia da guerra farrapa Porto Alegre - 15-09-2008 32 Duarte.

        O que sabemos sobre a Chica Papagaia? Falou-se muito no Combate dos Porongos, mas gosto de falar sobre a Maria Francisca.  Ela existiu, não é uma ficção. O que sabemos dela? 

        Passou para a história como uma personagem ridícula num mundo de homens. O que sabemos do seu sofrimento, das suas angústias? 

    O que representou Davi Canabarro para a Maria Francisca Duarte, apelidada de Chica Papagaio porque seu marido era o boticário da tropa e carregava uma gaiola com um papagaio. A tropa gozava do fato, até porque ele era um homem traído. 

        Maria Francisca nasceu em Santo Antônio da Patrulha e havia conhecido David Canabarro na juventude, durante uma licença militar em que ele foi para Taquari. 

        Ela é descrita como uma pessoa muito interessante, uma morena que era muito bonita e sensual. Muitos anos depois – em 1844 –, o general reencontrou-a acompanhando as tropas com seu marido, que era um boticário transformado em cirurgião. 
     
     Esse homem também existiu. Sei que se chamava Duarte, porque tenho a certidão de quando os dois morreram em Taquari. Ele era carioca; veio para cá e casou-se com Maria Francisca. 

      Considero Maria Francisca a personagem mais polêmica e mais desafortunada de toda a história da nossa guerra. Consta dos livros que Canabarro, quando suas tropas foram atacadas, estava na barraca com a papagaia, que estava entretendo o general – essa é a expressão que utilizam. Conforme o que está escrito, quando foram atacados o general fugiu de ceroulas, batendo com a bainha nas suas indecentes roupas. Depois, então, ficam esses 300 prisioneiros, sendo que Duarte e Maria Francisca, sua mulher, são encontrados e também feitos prisioneiros. Quando Moringue toma conhecimento de que se trata do cirurgião de Canabarro, decide soltá-la, para que vá cuidar dos seus feridos. 
   Duarte retorna e, ao levar as canastras com correspondências para David Canabarro, o general lhe diz, como teriam de fazer muitas manobras difíceis, não queria mais mulheres acompanhando sua tropa. Dê lembranças à dona, diz, mandando entregar Maria Francisca Duarte na primeira povoação. 


DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA Painel sobre a Revolução Farroupilha Assunto: Historiografia da guerra farrapa Porto Alegre - 15-09-2008 33 

    Sempre gostei dessa história, mas não dispunha de nenhum documento sobre ela. Um dia recebi, de um professor, uma carta que falava do obituário de Maria Francisca. O casal não teve filhos, e as pessoas ignoram que, junto com o marido, ela cuidou muito dos feridos. 

        Para a tropa, no entanto, passou como uma pessoa que teria prejudicado o Cerro dos Porongos, pois foi a culpada pelo fato de o general David Canabarro ter-se descuidado – ficou com ela – e eles terem sido atacados. É uma história, mas, de qualquer maneira, interessa-me a pessoa de Maria Francisca Duarte, seus sentimentos. 

       Quando ela morreu, teve esse obtuário enviado para o escritor (ininteligível). José Maciel Júnior, na página 2 de uma das edições do jornal O Taquariense, fala dessa carta. O falecimento de Maria Francisca foi registrado no jornal de Taquari – com suavíssima agonia, que só os limpos de coração na hora extrema do passamento, adormeceu no seio do Senhor em 4 de outubro –, tendo em vista que se tratava de uma pessoa extremamente importante para a comunidade. 

       Ela foi caridosa e cuidou de velhos e crianças; passou uma vida cuidando dessas pessoas na comunidade e por isso era bastante estimada. Quando morreu, colocaram, em seu túmulo, a inscrição: Passou fazendo o bem. Maria Francisca Duarte faleceu em 4 de outubro de 1894, aos 81 anos; sofria de gastrite crônica. Existe esse documento enviado por um professor de bastante renome. Questiono muito a história de Maria Francisca Duarte em relação a Canabarro, que não nutriu por ela o mesmo sentimento que Garibaldi nutriu em relação a Anita – o que é uma outra história. Um outro dado que devemos analisar diz respeito às demais mulheres.












Meu Amor e Eu II


Em passeio pelo jardim

Chegamos ao fundo do quintal

Te vejo na penumbra

Provocada por uma luz distante

Que nos chega do quiosque

Com tuas mãozinhas delicadas

Sobes o teu vestido até a cintura


Então  junta  a barra

Sobe-a mais ainda 

  E prende-a  entre o sutiãs 

E desces tuas calcinhas até os joelhos

E se põe de cócoras

Agarrada em minhas pernas

Minhas mãos com leveza

Faz carinhos em teus cabelos

Então ouço o suave murmurio


De uma linda melodia

É meu amor urinando na grama do quintal

Depois com calma te ergues

Com elegância p
uxa tuas calcinhas

Ondulando

Um lado após o outro

Até te sentires confortável dentro dela

Então com sabedoria solta teu vestido

Dos sutiãs para cintura 


Da cintura para os peitos de teus pezinhos

Protegidos por um  lindo par de sandálias romanas

Eu ganho um beijo de agradecimento

A luz distante deixa todos a mostra sob ela

Enquanto a penumbra nos protege 

Nos perdemos um pouco mais pelo quintal

Depois de um bom tempo

Voltamos abraçados para festa

Abraçados permanecemos até o final

Então voltamos para casa abraçados


Mas não sem a vontade de ter ficado por lá
  

sábado, 11 de agosto de 2018

Cuitelinho - Outros Versos E Versões

                


                   Do Fundo Da Gaveta 


Versos De Cuitelinho: Outros Desenvolvimentos

Adaptações!


  Cuitelinho



Sextilha I

 - (Voz Solo)


01- Cheguei Na Beira Do Porto
Onde As Ondas Se Espaia

02- As Garças Da Meia Vorta 
E Centa Na Beira Da Praia

03- E Eu Canto E Toco  Viola
Pés No Chão Chapéu De Paia Ia Iaí





Sextilha II

 - (Dueto Em 1ª E 3ª Voz)


04- Nuvens Escuras No Céu
Vem Aurora O Sol Não Raia

05- A Chuva Cai Na Roseira 
O Vento Sopra E Desgaia

06- E o Cuitelinho Não Gosta
Que O Botão De Rosa Caia iaiai





Sextilha III

 - (Quarteto De Voz Em Acorde Cheio)  


07- Quando Vim Da Minha Terra 
Dispidi Da Parentaia

08- Eu Entrei No Mato Grosso
Cruzei Terras Paraguaias

09- Lá Tinha Revolução
Enfrentei Fortes Bataia aiaiai





Sextilha IV

 - (Voz Solo)


10- Quando A Noite É Carma E Fria
  Mais Bonito O Sol Raia

      11-Vou Cantar Na Tua Janela
     Mesmo  Que Alua Saia ia ia ia

     12- Quando Estou Longe De Ocê
     No Meu Peito Um Nó  “Encaia” Iai iaia iaia
(Os Meus Zóios Se Orvaia iaiaia)





Sextilha V 

(Dueto Em 1ª E 3ª Voz)



     13- A Tua Saudade Corta
 Feito Aço De Navaia

    14- O Coração Fica Aflito
 Bate Uma Outra Faia 

     15- E O Zoio Se Enche Dágua
Que Inté a Vista Se Atrapaia iaiai





Sextilha V

- (Quarteto De Voz Em Acorde Cheio)  


    16-  Veio Na Porta  Tão Linda 
     Visão De Luz Que Embaraia

    17- Me Convidou Para Entrar
     Não Pude Sair Da Raia

    18- Com Meu Coração Na Boca
     Se Eu Vou As Perna Cambaia IaIa 









Versos Menos Interessantes

Opcionais

Em Uníssono  

( Escolha De Uma Sextilha Para O Final)

Sextilha VII  - (Quarteto De Voz Em Uníssonos)

     19-  Ela Viu O Meu Sofrer
Foi Buscar Água Na Taia

20- Se Não Me Dá De Beber
     Juro  O Cantador Dismaia

21- Entre O Meu Amor E O Seu
Vou Derrubar As  “Muraia”



     Sextilha VIII

      25- O  Nome Dela E O Meu 
O Meu Canivete  Entaia

 26- Dentro De Um Coração
Nas Cascas Das Araucaia

27-  Eu To Levando Pra Ela
Um Ramaiete De Daia  iaiai



Sextilha IX 

28- Vou Pedir Pra Bordadeira
Me Bordar Na Tua Saiaiaia 

29-  Espuma Branca Na Areia
Um Arco Iris Na Praia

30- Ocê É Mais Linda Que a Aurora
Num Céu Azul Quando Raiaaiai


 Paraná - excursão dos Tápes - 1981


Nerudianas II

                         

 Rodeio Curinga

 

Abertura:

 A Mesma Canção De Abertura Do Rodeio:

“Rodeio, Rodeio Da Ilusão

Neste Rodeio Apartei Um Coração”

 

Para Ti, Seco!!! O Que Não Coincidir Com O que tu viu, sentiu e ouviu, fique a vontade para mudar!!!



I Parte

A Sala Grande A Quartel

De Toda A Vizinhança

Ouvir Sentado Era Esperança

Na Casa Do Seu Daniel

 

Quando O Horário Marcado

Naqueles Domingos À Noite

Os Atrasados Afoites

Chegavam Assoleados

 

Refrão:

Todos Sentados Em Fileiras

Cada Um Em Sua Cadeira

O Olhos Atentos Pro Rádio

Orelhas Abertas Inteiras

 

Ficavam Cegos Mirando

Parecia Que Enxergavam

Os Artistas Se Apresentando

Luiz Menezes Cantando

Darcy Fagundes Declamava

Era O Rodeia Ecoando

 

II Parte

Pinguinho E Walter Broda

Dimas Costas, Teixeirinha

Pedro Reimundo, Paixão Cortes

Gildo Freitas E Formiguinha

 

Os Gaudérios, Os Farroupilhas

Os Três Xirus, Os Araganos

OS Mirins, E José Mendes

 E Os Repentistas Trovando

 

Refrão:

Todos Sentados Em Fileiras

Cada Um Em Sua Cadeira

O Olhos Atentos Pro Rádio

Orelhas Abertas Inteiras

 

Ficavam Cegos Mirando

Parecia Que Enxergavam

Os Artistas Se Apresentando

Luiz Menezes Cantando

Darcy Fagundes Declamava

Era O Rodeia Ecoando

 

 


                             Nerudianas


                "Poesias inspiradas em Pablo Neruda" 




                                             Creio



Quando tenho fome eu creio no alimento 

Quando tenho sede eu creio na água             
    
 Quando preciso respirar eu creio no ar

Quando estou enfermo eu creio em remédios e na cura

Quando estou carente eu creio no afeto

Quando preciso ser amado eu creio no amor

Quando me defronto com um problema eu creio na solução

Quando estou indefeso diante de um grande mal,

eu creio em mim, nos amigos e no socorro

Se o mal persiste e se agiganta,

eu creio em Deus*




*- Embora materialista, para um admirador de seus poemas, Pablo Neruada deixa lugar para o inspirado construir e crer em divindades. 












Nerudianas

                         

                             Nerudianas


                "Poesias inspiradas em Pablo Neruda" 




                                             Creio



Quando tenho fome eu creio no alimento 

Quando tenho sede eu creio na água             
    
 Quando preciso respirar eu creio no ar

Quando estou enfermo eu creio em remédios e na cura

Quando estou carente eu creio no afeto

Quando preciso ser amado eu creio no amor

Quando me defronto com um problema eu creio na solução

Quando estou indefeso diante de um grande mal,

eu creio em mim, nos amigos e no socorro

Se o mal persiste e se agiganta,

eu creio em Deus*




*- Embora materialista, para um admirador de seus poemas, Pablo Neruada deixa lugar para o inspirado construir e crer em divindades. 











Meu Amor e Eu


"É preciso ler toda, esta poesia serve como diagnóstico" 


Em passeio pelo jardim


Chegamos ao fundo do quintal


Te vejo na penumbra


Provocada por uma luz distante


Que nos chega do quiosque


Com tuas mãozinhas delicadas


Sobes teu vestido até a cintura


E desces as calcinhas até os joelhos


E se põe de cócoras


Agarrada em minhas pernas

Minhas mãos com leveza

Fazem carinhos em teus cabelos

Então ouço o murmurio suave


De uma linda melodia 

É o meu amor urinando 

Na grama do quintal

Ali junto a mim

Depois com calma te ergues


Com elegância p
uxa tuas calcinhas

Ondulando

Um lado após o outro


Até te sentires confortável dentro dela


Então com sabedoria solta teu vestido


Da cintura para os peitos de teus pezinhos


Protegidos por um  lindo par de sandálias romanas


Eu ganho um beijo de agradecimento

Nos perdemos um pouco mais pelo quintal

Depois de um bom tempo

Voltamos abraçados para festa




Diagnóstico: 

 Mulher: Se Achou linda e te sentiu companheira, cúmplice e amada: Está em plena forma. Se sentiu repulsa, esqueça amiga. 


Se Homem, ao lê-la, viu  poesia, fantasiou e ficou todo enfezado: está em plena forma. Se te sentiu com nojo, esqueça amigo.





  

                             Nerudianas
                             
                              "De Molho"
                "Poesias inspiradas em Pablo Neruda" 



                                             Creio



Quando tenho fome eu creio no alimento 

Quando tenho sede eu creio na água             
    
 Quando preciso respirar eu creio no ar

Quando estou enfermo eu creio em remédios e na cura

Quando estou carente eu creio no afeto

Quando preciso ser amado eu creio no amor

Quando me defronto com um problema eu creio na solução

Quando estou indefeso diante de um grande mal,

eu creio em mim, nos amigos e no socorro

Se o mal persiste e se agiganta,

eu creio em Deus*




*- Embora materialista, para um admirador de seus poemas, Pablo Neruada deixa lugar para o inspirado construir e crer em divindades. 











Meu Amor e Eu


"É preciso ler toda, esta poesia serve como diagnóstico" 


Em passeio pelo jardim


Chegamos ao fundo do quintal


Te vejo na penumbra


Provocada por uma luz distante


Que nos chega do quiosque


Com tuas mãozinhas delicadas


Sobes teu vestido até a cintura


E desces as calcinhas até os joelhos


E se põe de cócoras


Agarrada em minhas pernas

Minhas mãos com leveza

Fazem carinhos em teus cabelos

Então ouço o murmurio suave


De uma linda melodia 

É o meu amor urinando 

Na grama do quintal

Ali junto a mim

Depois com calma te ergues


Com elegância p
uxa tuas calcinhas

Ondulando

Um lado após o outro


Até te sentires confortável dentro dela


Então com sabedoria solta teu vestido


Da cintura para os peitos de teus pezinhos


Protegidos por um  lindo par de sandálias romanas


Eu ganho um beijo de agradecimento

Nos perdemos um pouco mais pelo quintal

Depois de um bom tempo

Voltamos abraçados para festa




Diagnóstico: 

 Mulher: Se Achou linda e te sentiu companheira, cúmplice e amada: Está em plena forma. Se sentiu repulsa, esqueça amiga, você está noutra. 

Se Homem, ao lê-la, viu  poesia, fantasiou te sentiu cúmplice, protetor: Está em plena forma. Se sentiu nojo, esqueça amigo, você está noutra.

Mulher, ou homem aqui não é uma condição sexual definida, mas espécimes. Este diagnóstico, não é preconceituoso, apenas está dizendo que sexo não lhe está interessando. 
Porque, tanto homo sexuais quanto héteros veem erotismo no texto. Exatamente porque, ele não diz quem é quem. Apenas o ser amante e o ser amado saem do ambiente da festa para passear no jardim, e um deles comete a travessura de fazer xixi na grama, enquanto o outro como cúmplice o apoia.
 Quem está dentro do vestido não se sabe, e muito menos o acompanhante, que não se sabe nada sobre ele, apenas que ama muito o das sandálias romanas. 
A poesia está em total liberdade para quem quer vesti-la em fantasia agradável de amor, cumplicidade e erotismo.


Meu Amor e Eu

"É preciso ler toda, esta poesia serve como diagnóstico" 


Em passeio pelo jardim


Chegamos ao fundo do quintal


Te vejo na penumbra


Provocada por uma luz distante


Que nos chega do quiosque


Com tuas mãozinhas delicadas


Sobes teu vestido até a cintura


E desces as calcinhas até os joelhos


E se põe de cócoras


Agarrada em minhas pernas

Minhas mãos com leveza

Fazem carinhos em teus cabelos

Então ouço o murmurio suave


De uma linda melodia 

É o meu amor urinando 

Na grama do quintal

Ali junto a mim

Depois com calma te ergues


Com elegância p
uxa tuas calcinhas

Ondulando

Um lado após o outro


Até te sentires confortável dentro dela


Então com sabedoria solta teu vestido


Da cintura para os peitos de teus pezinhos


Protegidos por um  lindo par de sandálias romanas


Eu ganho um beijo de agradecimento

Nos perdemos um pouco mais pelo quintal

Depois de um bom tempo

Voltamos abraçados para festa




Diagnóstico: 

 Mulher: Se Achou linda e te sentiu companheira, cúmplice e amada: Está em plena forma. Se sentiu repulsa, esqueça amiga, você está noutra. 


Se Homem, ao lê-la, viu  poesia, fantasiou te sentiu cúmplice, protetor: Está em plena forma. Se sentiu nojo, esqueça amigo, você está noutra.

Mulher, ou homem aqui não é uma condição sexual definida, mas espécimes.  Este diagnóstico, não é preconceituoso, apenas está dizendo que sexo não lhe está interessando. 
Porque, tanto homo sexuais quanto héteros veem erotismo no texto. Exatamente porque, ele não diz quem é quem. Apenas o ser amante e o ser amado saem do ambiente da festa para passear no jardim, e um deles comete a travessura de fazer xixi na grama, enquanto o outro como cúmplice o apoia.
 Quem está dentro do vestido não se sabe, e muito menos o acompanhante, que não se sabe nada sobre ele, apenas que ama muito o das sandálias romanas. 
A poesia está em total liberdade para quem quer vesti-la em fantasia agradável de amor, cumplicidade e erotismo. 







Para Fátima

          Lagoa Do Sol Mar De Dentro                   Nas Curvas Das Enseadas (Camaquã Tomos V) (Minha)...